Para Gadelha, debate sobre revisão da política de telecom pode incluir TV digital


O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Cesar Gadelha, acredita que, nas consultas públicas para discussão de um novo modelo de telecomunicações no país, poderia-se tentar questionar a destinação integral dos 6 MHz da TV digital os atuais radiodifusores da TV aberta. No modelo de TV digital adotado pelo …

O secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Cesar Gadelha, acredita que, nas consultas públicas para discussão de um novo modelo de telecomunicações no país, poderia-se tentar questionar a destinação integral dos 6 MHz da TV digital os atuais radiodifusores da TV aberta. No modelo de TV digital adotado pelo Brasil, de base japonesa, optou-se por privilegiar a transmissão em alta definição, e não compartilhar a freqüência, porque, na opinião do secretário, não haveria mercado publicitário para sustentar novas emissoras.

Mesmo assim, ele acredita que alguém possa tentar mudar o modelo da radiodifusão no país, sugerindo, por exemplo, a figura do operador de rede ou outra forma de compartilhamento durante os debates do novo modelo de telecomunicações. "Possivelmente, alguém pode tentar. Não sei se vai conseguir que os radiodifusores estejam maduros para aceitar isso", disse, ontem, em Porto Alegre, durante o primeiro dia do Fórum Internacional do Software Livre, que vai até dia 19.

Para Gadelha, a opção do governo brasileiro pela alta definição, em vez de abrir novos canais, "foi corajosa". "Agora, os países europeus estão buscando a alta definição, porque descobriram que é isso que atrai o espectador", afirmou. Ele avalia que, no Brasil, para chegar nas classes C, D e E, a alta definição leve cerca de três anos.

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