Para G4S, contratos com Telebras e Minicom são apenas a ponta do iceberg


O grupo britânico G4S é conhecido pelos serviços da área de segurança, com operação em mais de 125 países e faturamento bruto global de 7,5 bilhões de euros. Mas, no Brasil, a empresa desembarcou em junho de 2010, por meio da aquisição de empresas da área de segurança. No ano passado apenas, o grupo consolidou sua área tecnológica, a G4S Technology Brasil. Mas com pouco tempo de experiência no mercado local, a companhia fechou importantes contratos de implantação de redes de telecomunicações, ao vencer licitações da Telebras e do Ministério das Comunicações no programa Cidades Digitais no valor de R$ 149,8 milhões, o que lhe permitirá avançar no segmento.

“Sabemos que o Brasil está atrasado em termos de infraestrutura digital e estes dois contratos são apenas a ponta do iceberg”, disse ao TeleSíntese o diretor presidente da G4S Technology Brasil, Hélio Ferraz. Segundo ele, a companhia assinou contratos de aditivos com o Metrô e com a Infraero, e deve usar o contrato com a Telebras para ampliar presença em outras localidades.

O contrato com a estatal, de R$ 135 milhões, compreende toda a certificação e ativação de infraestrutura de redes e cabos de fibras ópticas no Amazonas, Acre, Amapá, Roraima e Tocantins. Como a G4S precisará ter operações nestas localidades, aproveitará para desenhar estratégia comercial para essas regiões e entorno. Por hora, a empresa está montando escritórios em Manaus (AM) e Palmas (TO). “A demanda por redes metropolitanas de fibra óptica e sem frio está forte e esse é um produto que deve crescer muito para nós”, avalia Ferraz, que prevê novos negócios também com governos estaduais, muncipais e estaduais.

As operações em áreas com infraestrutura de telecomunicações precária, segundo o diretor presidente, casam bem com o perfil da G4S Technology, que tem se esforçado para focar no nicho de operações críticas para se diferenciar da concorrência.

A subsidiária local fechou 2012 com faturamento de R$ 100 milhões e espera crescer 50% em 2013, com uma ampliação também da rentabilidade da operação – a preocupação com a rentabilidade decorre do resultado de 2012, com avanço de 25% em receita, não acompanhado pelo lucro.

Para isso, tem tomado uma série de medidas. Entre elas, o aporte de R$ 5 milhões para otimizar seu sistema de gestão, com a migração do ERP e implantação de um sistema de gestão de projetos para controlar prazos, custos e prazos. Além disso, a G4S está fazendo um “investimento forte” em um sistema de gestão de serviços de manutenção. “Quando nosso cliente ligar para a central de atendimento e registrar ocorrência, o sistema precisa identificar qual técnico equipado de GPS e smartphone está mais próximo para ser acionado, para ganharmos eficiência”, aponta o diretor-presidente da empresa.

A empresa ainda está mudando de sede, de forma unir as operações em um único escritório. Como a G4S entrou no Brasil por meio de aquisições – da Instalarme e da Plantech – as operações estavam dividas em três prédios. Também está em andamento a renegociação com fornecedores para diminuição de custos e despesas operacionais.

A expectativa para um bom resultado em 2013 também se baseia na previsão de recuperação do setor privado. De acordo com Ferraz, grandes corporações seguraram investimentos em 2012 no Brasil, mas este ano já há sinais claros de retomada. Atualmente são clientes da G4S empresas como Cartepillar, Oracle, HP e Unilever.

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