Para executivos, futuro das telecomunicações depende da banda larga.


Massificação da banda larga, convergência de plataformas, produção de conteúdo e destravamento de novos investimentos em TV por assinatura e banda larga móvel vão dominar os negócios no setor de telecomunicações nos próximos anos. As previsões foram feitas por dirigentes de operadoras, representantes da Anatel e do Ministério das Comunicações, além de deputados, durante o …

Massificação da banda larga, convergência de plataformas, produção de conteúdo e destravamento de novos investimentos em TV por assinatura e banda larga móvel vão dominar os negócios no setor de telecomunicações nos próximos anos. As previsões foram feitas por dirigentes de operadoras, representantes da Anatel e do Ministério das Comunicações, além de deputados, durante o forúm "O Futuro das Telecomunicações", realizado hoje, em Brasília.

O evento debateu as tendências do setor para os próximos dez anos e serviu para ressaltar a importância da banda larga, que suporta os novos serviços. O deputado Walter Pinheiro (PT-BA), presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, defendeu um melhor tratamento ao setor que, na sua opinião, quebra paradigmas a cada dia para facilitar a vida dos brasileiros.

O conselheiro da Anatel, Antonio Bedran, ressaltou a importância do PGR (Plano Geral de Atualização da Regulamentação), aprovado pela agência e que norteará os investimentos do setor na próxima década.

O presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, defendeu a redução de impostos para serviços de banda larga, ainda que em áreas limitadas e temporariamente, para facilitar a massificação do acesso. O presidente da Vivo, Roberto Lima, acha que o desafio passa pela produção de conteúdo e do desenvolvimento da educação, que, nos tempos de falta de liquidez de capital, passa a ser um item importante para decisão de investimentos.

Triplo "C"

O diretor de Planejamento Executivo da Oi, João de Deus, disse que o futuro do setor depende do triplo "C". "O cliente quer mais serviços e de melhor qualidade; todos convergentes e com conteúdo, cujo ambiente de produção está ainda contido e precisa ser incentivado", definiu.

O diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios da TIM, Renato Nogueira, prevê que o crescimento de acesso à internet indica a necessidade de se oferecer uma banda larga pré-paga, o que exigirá redução do preço dos dispositivos. "E isso sempre emperra por questão tributária", disse.

Já o vice-presidente jurídico da Embratel, Antonio Oscar Petersen Filho, defendeu a aprovação do PL 29, que abre o mercado da TV paga para as teles. Ele acredita que a regulamentação vai destravar uma série de investimentos, inclusive de expansão da banda larga.

Após os debates, a jornalista Lia Ribeiro Dias lançou o livro "As Telecomunicações no Desenvolvimento do Brasil", publicado pela Momento Editorial em parceria com a Abrafix.

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