Para Ericsson, Portaria 950 é muito acadêmica


A Ericsson trouxe o desenvolvimento do MiniLink SP da Suécia para o Brasil, gastou R$ 8 milhões para adaptar o produto, e agora se sente frustrada por não conseguir enquadra-lo na Portaria 950 do Ministério da CIência e Tecnologia (MCT) que caracteriza bens ou produtos com tecnologia desenvolvida no país para benefícios fiscais e preferência nas compras públicas.

“Ainda não conseguimos certificação de produto nacional porque ainda existe um certo academicismo no governo, que imagina que o produto seria totalmente desenvolvido em um único país”, disse o vice-presidente de estratégia e marketing da Ericsson da América Latina da companhia, Lourenço Coelho, em evento de comemoração à fabricação da milésima estação radiobase em que a ênfase à necessidade de produção local de equipamentos de alta tecnologia foi a tônica.

A Ericsson pediu a reavaliação do produto e espera uma resposta do MCT. Para ele, uma nova negativa inviabilizaria novos pedidos de desenvolvimento brasileiro de produtos. “O que eu vou dizer à Suécia?”, disse.

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