Para Costa, oferta da Telefônica pela GVT é reação à fusão Oi/BrT.


A oferta pública para compra da GVT, anunciada hoje pela Telefônica, foi considerada uma ação perfeitamente natural do mercado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. “O desempenho da GVT no ano passado foi excepcional e despertou interesse internacional e nacional. A proposta da Telefônica significa que os empresários que já investem no país estão querendo …

A oferta pública para compra da GVT, anunciada hoje pela Telefônica, foi considerada uma ação perfeitamente natural do mercado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa. “O desempenho da GVT no ano passado foi excepcional e despertou interesse internacional e nacional. A proposta da Telefônica significa que os empresários que já investem no país estão querendo que o controle da companhia permaneça no Brasil”, disse.

Costa acredita que a proposta da Telefônica seja uma reação à fusão da Brasil Telecom com a Oi, concluída em dezembro do ano passado, já que elas entraram na sua área de atuação. Ele acha que, caso o negócio se concretize, a concessionária ficará obrigada a entrar na área da Oi, o que favorece a competição.

Sobre a proposta da Vivendi, apresentada à GVT no dia 8 de setembro, o ministro disse que não tem nada contra, mas argumenta que é uma empresa tipicamente européia, enquanto a Telefônica, embora seja espanhola, está estabelecida e investe no país desde a privatização das telecomunicações, em 1998. “Eu sou defensor intransigente da empresa brasileira. Acho que na medida em que o capital brasileiro tem condições de trabalhar essa questão, não sou contra”, disse. Costa não acredita que seja necessária a entrada de outro grupo para que haja competição no setor.

O ministro foi informado da proposta de compra da GVT pelo presidente da Telefônica, Antonio Carlos Valente. “Como já existe uma oferta oficial da Vivendi, possivelmente a GVT terá que abrir mão dela para aceitar outra”, disse. Com isso, ele acha que resolve a questão sobre o pedido de anuência prévia feito pela GVT e Vivendi à
Anatel. Costa ressalvou que a decisão final, entretanto, cabe à GVT.

Anatel

A Anatel ainda não comentou a notícia sobre a oferta de compra da GVT pela Telefônica, mas o assunto já divide opiniões. Há quem pregue cautela, enquanto outra corrente não vê obstáculos à operação. “É preciso fazer uma avaliação do mercado antes de se posicionar sobre a aquisição”, defende uma fonte. Há quem lamente a
operação, caso seja concretizada, porque impedirá a vinda de um novo grupo forte, a francesa Vivendi.

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