Para Bonilha, compra do satélite resultará na retomada da autonomia tecnológica do país nesse setor.


A contratação de um satélite pelo governo brasileiro é um marco histórico, não só para garantir a segurança das informações de Estado, a efetiva oferta de banda larga em todo território nacional e a retomada da autonomia tecnológica no segmento satelital. A avaliação é do presidente da Telebras, Caio Bonilha, que assinou, nesta quinta-feira (28), o contrato com a Visiona, empresa que ficará responsável pela integração do artefato. O custo total de R$ 1,3 bilhão será bancado pelo orçamento do Tesouro Nacional.

Segundo Bonilha, o Estado brasileiro está numa situação desconfortável com seus dados estratégicos civis e militares transportados por satélites estrangeiros. Ele destacou que o modelo de governança estabelecido pelo governo prevê a transferência tecnológica para empresas do país, tarefa que será coordenada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

A Visiona – joint-venture da Embraer e a Telebras – formalizará a contratação dos fornecedores e dará início às atividades de desenvolvimento e integração do sistema. As empresas selecionadas são a Thales Alenia Space (TAS) para fornecimento do satélite e a Ariane Space para realizar o lançamento do artefato. O prazo para montagem do satélite é de 27 a 30 meses, portanto, somente ficará pronto no final de 2016.

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Paralelamente, a Telebras começa a implantar duas estações de controle do satélite – uma em Brasília e outra no Rio de Janeiro -, no valor total de R$ 259 milhões, com isenções previstas no Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL-Redes). Estes equipamentos também serão concluídos em 2016.

O presidente da estatal disse que, nesse primeiro momento, não usará componentes brasileiros no satélite, até porque não haverá tempo para isso. Mas no próximo, a situação deverá ser diferente. Bonilha disse que, no próximo ano, o governo começará a estudar a contratação de novo artefato.

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