Para Bernardo, chinesas devem ser transparentes na relação com o governo


O governo brasileiro, a princípio, não tem a mesma preocupação que o governo norte-americano quanto a possibilidade de insegurança nacional que a adoção de equipamentos Huawei pode trazer. Mas, conforme o ministro das Comunicações Paulo Bernardo declarou a este noticiario, “as relações das companhias chinesas com o governo local precisam ser transparentes”. Um relatório do Congresso dos Estados Unidos acusa Huawei de manter relações com entidade do exército chinês. 

A Huawei apresentou nesta terça-feira (9), na Futurecom que se realiza nesta semana no Rio de Janeiro, sua solução de equipamentos LTE para 450 MHz, uma frequência adotada apenas pelo Brasil para a oferta de banda larga rural. Na ocasião, James Taylor, vice-presidente da Huawei para a América Latina, evitou comentar o assunto, apenas disse que a posição do governo dos Estados Unidos não está relacionada com negócios, dando a entender que este é um problema político entre a potência norte-americana e a asiática. O executivo apenas frisou que a Huawei tem se esforçado em apresentar documentos e se reunir com o governo americano a fim de esclarecer qualquer dúvida a respeito do negócio. 

Taylor aproveitou a ocasião para defender a parceria entre a Huawei e o Brasil. “Estamos ansiosos para compartilhar, ouvir e colaborar e encarar novos desafios e oportunidades no Brasil. Desejamos que o país se torne um dos líderes em telecomunicações, e terá nosso apoio”, disse. A Huawei lembrou que fabricará localmente os equipamentos para rede LTE em 450 MHz. 

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