Para atender boom da demanda, Embrapa Informática usa modelos preditivos


Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina, Big Data, NeuroComputação, Analytics são algumas das tecnologias a que os especialistas da Embrapa recorrem para analisar os dados e gerar conhecimento sobre questões que vão da análise do clima ao sequenciamento do DNA.

 

Dados são gerados em grandes volumes a todo o momento. O grande desafio, de acordo com Silvia Massruha, chefe da Unidade de Informática Agropecuária da Embrapa, é integrar os dados e fazer a sua mineração para gerar conhecimento. Para isso, os especialistas da unidade, que é um departamento transversal, multidiciplinar e atende aos demais 40 departamentos da Embrapa, recorrem a tecnologias como Inteligência Artificial, Aprendizado de Máquina, Big Data, NeuroComputação, Analytics. “Temos que usar modelos preditivos, pois nem sempre temos todos os dados. Falta uma estação metereológica para cobrir uma determinada região, por exemplo. Mas todos os nossos trabalhos buscam soluções para um problema concreto”, diz ela.

A especialista falou sobre o Big Data como ferramenta estratégica para o desenvolvimento de aplicações para a agropecuária no Agrotic 2019, realizado pela Momento Editorial em parceira com a EsalqTec e o Parque Tecnológico de Piracicaba, hoje, em Piracicaba, interior de São Paulo. Como exemplo de trabalhos desenvolvidos pela Embrapa Informática ela citou o uso da biotecnologia e bioinformática no sequenciamento do DNA para desenvolvimento de vacina contra carrapato bovino; de imagens de drones e de satélites para ajustes de modelos para inferir mais informações para aperfeiçoar a irrigação inteligente de uma determinada cultura com objetivo de melhorar a qualidade do fruto e a produtividade; emprego de Inteligência Artificial para imputação e espacialização de dados de clima com o objetivo de subsidiar políticas do Ministério da Agricultura; e uso de redes neurais para a classificação de solos.

Para desenvolver trabalhos tão complexos, Silvia disse que mudou o perfil do profissional de TI. Quem trabalha com ela tem que ser um cientista de dados, que vem a ser um misto de hacker, de cientista com conhecimento de estatística e modelos matemáticos mas também com conhecimento técnico sobre a vertical onde está atuando. O profissional, segundo ela, tem ainda que ser um conselheiro de confiança e ser um expert em negócios.

A Embrapa Informática está desenvolvendo três pilotos na área do agronegócio dentro da chamada realizada pelo BNDES para incentivar o desenvolvimento da Internet das Coisas no país em quatro segmentos: agro, cidades inteligentes, saúde e indústria. Segundo Silvia, nesses pilotos ela vem trabalhando com 45 parceiros, dos quais 17 produtores rurais, 23 empresas e os demais são entidades.

A experiência de parcerias levou a chefe da Embrapa Informática propor a criação de um hub de start ups do estado de São Paulo na área de agropecuária. Ela lembrou que Piracicaba é um polo importante de fomento inovação em agro, há outro polo em Campinas e um terceiro em São Paulo. Silvia também convidou as start ups a usaram a plataforma de APIs lançada no Agroshow 2019 pela Embrapa Informática.

Anterior Viasat traz conexão de 25 Mbps para o produtor rural brasileiro
Próximos Nokia prevê esgotamento do espectro 4G nas grandes cidades até 2023

Sem comentários

Deixe o seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *