Para as nacionais, o ano foi mais difícil


Tele.Síntese Análise 371 Para as nacionais, o ano foi mais difícil As empresas nacionais do setor também vão fechar 2012 com crescimento nas receitas, mas seus dirigentes dizem que o ano foi mais difícil que 2011. “Tivemos um primeiro semestre bom, mas registramos uma queda no segundo semestre”, conta Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Mesmo …

Tele.Síntese Análise 371

Para as nacionais, o ano foi mais difícil

As empresas nacionais do setor também vão fechar 2012 com crescimento nas receitas, mas seus dirigentes dizem que o ano foi mais difícil que 2011. “Tivemos um primeiro semestre bom, mas registramos uma queda no segundo semestre”, conta Hélio Graciosa, presidente do CPqD. Mesmo assim, ele estima um crescimento de 12% no ano. “O planejamento era crescer mais e superar R$ 300 milhões, mas devemos fechar com um faturamento de R$ 295 milhões”, informa o executivo. Graciosa acredita que a retração nos últimos seis meses foi reflexo do desempenho econômico do país.

Para 2013, Graciosa traça um crescimento de 15% e, além dos projetos de P&D iniciados este ano na área de 4G, ele planeja dar continuidade aos desenvolvimentos em comunicações ópticas, em redes sem fio e na parte de suporte a sistemas de operação. “Queremos deslanchar essas áreas e consolidar a operação internacional”, afirma, contando que a empresa já opera na Colômbia, no Chile, no México e continua a crescer nos EUA.

O desempenho da Padtec acompanhou o mesmo cenário enfrentado pelo CPqD. “Foi um ano difícil. Mesmo assim a companhia teve crescimento acima da economia e deve fechar com 8% a 10% acima do faturamento de 2011, de R$ 300 milhões”, comenta seu presidente, Jorge Salomão. “Tivemos bons negócios em transmissão e backbone e as exportações para Argentina, Colômbia e Suíça dobraram, somando perto de US$ 8 milhões”, conta Salomão.

O executivo está otimista com 2013, avalia que a economia brasileira está dando sinais de recuperação e planeja investir na aquisição de uma empresa da área de comunicação óptica para complementar o portfólio da Padtec. Há três anos, a Padtec comprou a Civcom, fabricante de módulos optoeletrônicos, que cresceu 40% nesse período.

Menos otimista com o ano que acaba, o diretor da Parks, Ivo Vargas, resume: “Dentro do cenário de destruição que foi o ano, vamos conseguir fechar zero a zero”. Tradicional fabricante nacional, a Parks passou a oferecer soluções de acesso Gpon, desenvolvidas para atender o mercado de provedores de serviço de internet, cidades digitais, operadoras de telecomunicações e de TV por assinatura.

“O mercado de provedores deu uma boa resposta e, apesar da concorrência forte dos asiáticos, deslanchamos a linha Gpon. O problema foi o dólar, que saiu de R$ 1,70 para R$ 2,10. Como tenho contrato de fornecimento sem reajuste de preço, e toda a parte eletrônica, incluindo chips, é importada, sofremos um impacto grande no CPV (custo do produto vendido). Com isso, fechamos o ano com crescimento nas vendas, mas com impacto negativo do CPV no resultado”, relata. No entanto, está otimista em relação a 2013, quando deve avançar no mercado de provedores e se beneficiar, como os demais fornecedores, do Regime Especial de Tributação das Redes de Telecomunicações (REPNBL), já criado por decreto mais ainda a espera de regulamentação.

Anterior Indústria se descola do PIB e cresce em 2012
Próximos Aberta a consulta pública sobre uso temporário de frequências