Para Anatel, fusão Oi/BrT mantém equilíbrio de receita do setor de telecom.


A fusão da Oi com a Brasil Telecom resultará em um grupo com receita operacional líquida semelhante a dos dois outros grupos (Telefónica e Telmex com América Móvil), já em atuação no país, e não distante do que obtém os players independentes (GVT, TIM, Intelig, CTBC e Sercomtel) juntos. "O cenário é equilibrado", afirma José …

A fusão da Oi com a Brasil Telecom resultará em um grupo com receita operacional líquida semelhante a dos dois outros grupos (Telefónica e Telmex com América Móvil), já em atuação no país, e não distante do que obtém os players independentes (GVT, TIM, Intelig, CTBC e Sercomtel) juntos.

"O cenário é equilibrado", afirma José Gonçalves Neto, gerente-geral de Competição da Superintendência de Serviços Públicos da agência. Segundo os números apresentados por ele hoje e que basearam a decisão sobre a anuência prévia, o grupo Oi/BrT terá uma receita operacional líquida de 28,52%; a Telefônica, 28,50%; a Telmex com América Móvil, 22,68% e os players independentes juntos somam 20,31%.

A BrOi tem receita maior apenas na telefonia local (54,33%), contra 36,93% da Telefônica; 4,95% da Telmex e América Móvil; e 3,79% dos player independentes. No telefonia móvel, o novo grupo fica com 14,98% da receita total, enquanto a Telefônica tem 33,25%, a Telmex/América Móvil fica com 21,88% e os players independentes juntos acumulam 29,89% do total.

Na banda larga, a BrOi, com 29,82%, perde para a Telefônica, que tem 36,54% do total. E na TV por assinatura, perde para todos os outros grupos, com apenas 0,69% do total da receita operacional líquida.

A única preocupação da Anatel era quanto as ligações de longa distância no STFC, já que o novo grupo ficará com o controle dos pontos de início e fim das ligações em 26 estados (menos São Paulo). Por esta razão, foram reforçadas as condicionantes que tratam da oferta de serviços de interconexão, exploração industrial e oferta de atacado, providências que terão que sem implantadas no período de três meses.

Além da criação de uma gerência comercial exclusiva para venda ao atacado, a nova operadora terá que criar processos específicos para agilização dos atendimentos e de encaminhar relatórios trimestrais à Anatel informando os percentuais de atendimento dos pedidos, entre outras providências. "Com essas medidas, temos certeza de que evitaremos problemas", disse Neto.

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