Para ABTA, o PNBL não resolve o retorno dos investimentos.


Um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deveria envolver toda a sociedade, incluindo estados e municípios para viabilizar a implantação de infraestrutura de telecomunicações,  mas a versão do governo brasileiro tem se mostrado tímida, na avaliação do presidente executivo da ABTA, Alexandre Annenberg, em Encontro Telesíntese.

 

Segundo ele, a criação da Telebras foi uma iniciativa importante para estruturação do backbone, mas que não resolve como se dará a remuneração dos investimentos necessários para disseminação da banda larga no país.

 

Ele apontou o modelo da Coréia do Sul como exemplar. Assim como o Brasil, o país asiático privatizou as operações,  mas optou por flexibilizar as regras de atuação das operadoras. “Não podemos engessar as operações com parâmetros muito rígidos de desempenho. Precisamos trabalhar com conceito de fase de implantação de infraestrutura . Nesta fase, é imprescindível entender que devem ser facilitados os investimentos para a rede ser implantada rapidamente”, avaliou.

 

O problema de regras muito rígidas para a operação de telecomunicações é ainda mais grave, na avaliação de Annenberg, porque o modelo de negócio do setor ainda não está bem definido e as empresas ainda estariam experimentando. Apenas após obtida certa maturidade no setor, ele poderia ser regulado.

 

Outro fator importante para viabilizar os investimentos em infraestrutura de telecom, segundo o painelista, é a criação de demanda por meio do estabelecimento de serviços governamentais online. Também seria papel do poder público financiar a aquisição de computadores para todas as classes econômicas. “Um Plano Nacional de Banda Larga precisa promover a demanda pela utilização de serviços via web para rentabilizar o investimento em redes”.

 

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