Para ABTA, competição de parabólica e de TV aberta dificulta queda no preço da TV paga


O presidente da ABTA (entidade que representa as operadoras de TV por Assinatura), Alexandre Annenberg, contestou os números apresentados hoje pela Ancine (Agência Nacional do Cinema), que apontam para um alto preço do serviço no Brasil e pela falta de competição no mercado de TV paga. “A realidade do mercado brasileiro é única e não pode ser comparada com a Argentina”, reagiu o executivo.

 

Ele assinala que o preço dos canais pagos está diretamente vinculado ao número de clientes a eles associados (ou à taxa de penetração) e,  no Brasil, esta taxa é pequena porque existem aqui 18 milhões de antenas parabólicas transmitindo gratuitamente  múltiplos canais de TV, competindo diretamente com a TV paga. “Além disso, a ótima qualidade da TV aberta impede o crescimento mais rápido da TV por assinatura”, completou. Annenberg assinalou ainda que o serviço não cresce mais porque não tem licença da Anatel.

O executivo contestou também a informação de que o mercado de TV por assinatura não tem competição. “Em todas as cidades onde há serviço de TV a cabo, há pelo menos um competidor em outras tecnologias como o MMDS ou o DTH”. Assinalou que a TV por assinatura brasileira tem um grande número de competidores – pelo menos 50 operadoras de cabo, 29 de MMDS e 10 de DTH (via satélite)”. A competição está plenamente instalada”, afirmou.

Bloqueio

Para Annenberg, as operadoras de telecomunicações querem entrar no mercado de TV a cabo para bloquear a expansão da banda larga no Brasil. “A rede de TV a cabo é de última geração, com capacidade de oferecer banda larga de mais qualidade e com mais velocidade. A rede de cobre das concessionárias ainda é muito antiga. A disputa é pela banda larga, e não pelos canais de TV”, concluiu. 

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