Para a Abinee, leilão de 700 MHz é bem-vindo, mas alto custo reduzirá investimentos em rede


A definição sobre a data do leilão da faixa de 700 MHz – que acontecerá no dia 30 de setembro – foi comemorada nesta quinta-feira (21) pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato. Ele criticou, no entanto, o alto valor do preço mínimo estipulado em R$ 11,3 bilhões. “Restarão poucos recursos para as operadoras investirem em redes”, avaliou.

Barbato também considerou muito longo o prazo para que as operadoras possam usar a faixa. Pelo edital, a implantação do serviço de banda larga 4G somente se dará 12 meses após o desligamento do sinal analógico de TV em cada cidade. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, a ocupação somente será autorizada quando o switch off atingir todo o estado. “Tem cidades que demorarão três anos para receber o serviço, o que atrasará investimentos em infraestrutura”, lamentou.

O presidente da Abinee, porém, disse que a demora de investimentos em rede poderá ser parcialmente compensada pela demanda de equipamentos de transmissão de TV, de set-top box e de filtros para mitigar as interferências, que devem começar ainda este ano. Dos valores arrecadados com o leilão, pelo menos R$ 3,6 bilhões serão destinados para esses fins.

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