Para Abinee, Brasil deixou política liberal para trás


O evento de comemoração da milésima ERB LTE pela Ericsson, única fabricante de equipamentos de telecomunicações que nunca deixou o país, foi marcada pela defesa da produção nacional de equipamentos para telecomunicações e de comemorações em torno das últimas conquistas de políticas públicas para o segmento.
 

O presidente da Abinee Humberto Barbato, representante dos fabricantes de equipamentos eletreletrônicos, declarou que a indústria voltou a ser uma prioridade no governo da presidente Dilma Rousseff. “Já foi o tempo em que se dizia que a melhor política indústrial é não ter política política industrial”, afirmou Barbato em referência ao fim de uma política liberal de não intervenção no mercado.
 

Ele lembrou que a desoneração da folha de pagamento, aprovada pelo governo, também servirá para a produção de estações rádiobase. “O objetivo brasileiro é ser um grande centro de desenvolvimento de tecnologia e serviços de telecomunicações para a América Latina”, declarou.
 

O presidente da Ericssson, Sergio Quiroca, lembrou que a companhia foi a única a não deixar o país, mesmo em tempos difíceis e que o fasto de ser a primeira companhia a produzir uma radiobase LTE no país é “um reforço a convicções pessoais”.
 

Paulo Bernardo fez questão de frisar que quando o leilão de frequências para LTE foi apresentado para a presidente Dilma Rousseff, ela foi categórica quanto à necessidade de incluir exigências de equipamento nacional e de tecnologia desenvolvida localmente, posteriormente estabelecidas em 50% e 10% do total das redes LTE, respectivamente, no primeiro ano. “Tudo mostra que acertamos na definição [dos porcentuais], estamos com capacidade para implantação das redes”, disse o ministro.
 

O ministro ressaltou a necessidade do governo avançar com a certificação de estações radiobase menores, as chamadas small cells. De acordo com Maximiliano Martinhão, secretário de telecomunicações do ministério, o governo prepara um regulamento genérico para estações de pequeno porte, consideradas “infraestrutura acessória”.
 

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