Para a Standard&Poor’s, pela primeira vez, as eleições gerais não serão um evento econômico.


A agência de classificação de risco Standard&Poor’s publicou hoje, 28, um estudo com análise do desempenho do governo e das empresas brasileiras nos últimos quatro anos e os desafios para o próximo mandato presidencial. E, para a empresa, pela primeira vez na história recente, a “melhora dramática na qualidade de crédito tanto do setor privado …

A agência de classificação de risco Standard&Poor’s publicou hoje, 28, um estudo com análise do desempenho do governo e das empresas brasileiras nos últimos quatro anos e os desafios para o próximo mandato presidencial. E, para a empresa, pela primeira vez na história recente, a “melhora dramática na qualidade de crédito tanto do setor privado quanto do setor público transformou a eleição atual em um “não evento-econômico.”

A agência ressalta que os ratings de crédito soberano do Brasil (BB em moeda estrangeira e BB+ em moeda local) são os mais elevados que o país já obteve. Mas alerta que esses ratings de crédito são de grau especulativo, pois o país ainda apresenta vulnerabilidade de créditos provocada, principalmente, pela elevada carga fiscal e fraco crescimento econômico. Para a agência, é difícil de explicar as decepcionantes taxas de crescimento no Brasil, se se considerar que existe um diversificado e poderoso setor privado. Entre as causas alinhavadas pela empresa estariam a complexa e ineficiente política fiscal brasileira, a rígida legislação trabalhista e os burocráticos procedimentos comerciais e jurídicos.

A alta carga tributária – a receita de impostos do governo geral foi 38,9% do PIB em 2005 – bem superior a outras economias emergentes, não deverá, na visão da empresa, diminuir, que  defende, pelo menos, a simplificação dos sistemas fiscais.  A redução dos juros e a diminuição do crowding out (deslocamento do crédito para o governo central) do setor privado seriam medidas importantes para a redução do custo de capital das empresas, aponta a agência.

Estabilidade Regulatória

A empresa tem  uma visão diferente sobre a intervenção do governo Lula nas agências reguladoras . Para a Standard&Poor’s, o atual governo “atuou para apaziguar as preocupações quanto a uma ruptura com o frágil arcabouço regulatório.” E analisa que, no segmento de telecomunicações, as regras permaneceram estáveis, tanto que as novas concessões foram renovadas sem grandes problemas. Mas alerta: “o desafio está em haver um limitado histórico de estabilidade das regras e a capacidade do país para equilibrar o desejo por maior regulamentação com a capacidade de atrair os necessários investimentos em infra-estrutura.”

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