Para a Rede TV+ABC, o melhor negócio é falar da esquina e não da China


A Rede TV+ABC comprovou que o lema “falar da esquina e não da China” dá certo quando o negócio é produzir conteúdo regional. A programadora surgiu há quatro anos com o objetivo de oferecer um conteúdo específico para cidades do ABC paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá) através de dois canais …

A Rede TV+ABC comprovou que o lema “falar da esquina e não da China” dá certo quando o negócio é produzir conteúdo regional. A programadora surgiu há quatro anos com o objetivo de oferecer um conteúdo específico para cidades do ABC paulista (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá) através de dois canais da Vivax, operadora de TV paga que também atua na região.

O modelo funcionou e a Rede TV+ está pronta para expandir o negócio. Segundo o publicitário Carlos Carreiras, dono da empresa, a partir de setembro, entram no ar a TV+ Santos e a TV+ Interior (Americana, Limeira e Mogi Mirim), também por meio dos canais da Vivax. E, em Curitiba, o canal 21 da TV aberta transmitirá a TV+ Curitiba, com 21 horas de programação gerada pela Rede TV+.

Modelo de negócios

Carreiras conta que a idéia de montar a Rede TV+ surgiu com sua mudança de São Paulo para Santo André. “Como sou um zapeador de TV nato fiquei incomodado porque não existia nenhum canal nas TVs pagas e abertas que dessem informações sobre o ABC, havia só programação de São Paulo”, lembra. Carreiras já atuava no mercado publicitário produzindo infomerciais (comercial de televisão com duração superior a dois minutos e que deve ser capaz de entreter a quem assista, porém com o objetivo de levar o telespectador a fazer seu pedido de compra ou telefone ou outro meio) e decidiu investir na criação da Rede TV +.

Foram aplicados, segundo o publicitário, US$ 3 milhões no negócio. No início, a programação era terceirizada, mas hoje, garante Carreiras, 99% do que a Rede TV+ veicula é produção própria. A Rede TV+ opera com um modelo de negócios diferente. Ela paga para que a Vivax transmita seus dois canais na grade de programação. Normalmente, são as empresas de TV por assinatura que pagam aos programadores uma licença para transmitir o conteúdo negociado por eles.
O retorno financeiro do modelo adotado pela Rede TV+ está na venda de espaços publicitários para o comércio local e empresas da região. “O foco da programadora é dar oportunidade ao varejo local. Uma das estratégias é fazer links ao vivo de dentro das lojas durante a programação", explica Carreiras.

Ricardo Miranda
Segundo ele, a programadora tem hoje 140 anunciantes. Além de comerciais ao vivo, a Rede TV+ também transmite programas de variedades, esportivos, femininos e jornalísticos. De acordo com Carreiras, só nesse último setor, a empresa conta com uma equipe de 40 pessoas, ao todo a empresa tem 70 funcionários e uma infra-estrutura com câmaras digitais e estúdios para gravações de programas.
 
Carreira é otimista com a expansão do mercado para conteúdo local, para ele não há dificuldades em produzir e o importante é acertar no foco da programação. A Rede TV+, segundo ele, não noticia assuntos internacionais, a não ser que eles tenham algum vínculo com a comunidade local. "Por isso, nosso lema é falar da esquina e não da China", diz. A meta da empresa é faturar R$ 15 milhões este ano e o desejo de Carreiras é conseguir formar uma rede de emissoras regionais. E uma prova de que está disposto a fazer o negócio crescer foi a recente contratação de Ricardo Miranda, ex-CEO da Sky, para coordenar as ações de expansão do grupo.

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