Para a indústria, plano de banda larga supera expectativas.


O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), visto com cautela pelas operadoras, foi amplamente festejado pelos dirigentes da indústria de equipamentos de telecomunicação, que se reuniram hoje com representantes do governo na Casa Civil. “Está muito além da nossa expectativa, não existe nada no mundo hoje que se iguale a esse plano para incentivo da …

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), visto com cautela pelas operadoras, foi amplamente festejado pelos dirigentes da indústria de equipamentos de telecomunicação, que se reuniram hoje com representantes do governo na Casa Civil. “Está muito além da nossa expectativa, não existe nada no mundo hoje que se iguale a esse plano para incentivo da indústria local”, comemorou Edgar Bortolini, presidente da Parks.

Segundo o presidente da Paditec, Jorge Salomão, os investimentos previstos para a indústria de telecom no plano, de R$ 6,5 bilhões em cinco anos , deverão triplicar o faturamento das oito empresas existentes. “Em algumas delas, o faturamento será multiplicado por seis vezes”, estima.

Para o presidente da Gigacom, Roque Versolato, o plano abre um mercado extraordinário para o setor, a escala necessária para produzir equipamentos competitivos com produtos estrangeiros. “Como conseqüência, vamos contratar muito mais empregados qualificados”, ressatou.

Atualmente, a indústria de telecom nacional emprega entre 2 mil e 2.500 funcionários e tem faturamento entre R$ 1 bilhão e R$ 1,2 bilhão por ano. Segundo Salomão, para atender as metas do plano, de conectar mais 27 milhões de domicílios até 2014 garante mercado pára o produto nacional por muitos anos. Ele salientou que as fábricas dispõem de projetos 100% nacional dos equipamentos para construção de backbone, backhaul e última milha.

De acordo com Bortolini, as fábricas atuais são sobreviventes num setor que carecia de qualquer incentivo há muito tempo. “Nós éramos 20 empresas, que foram desaparecendo e ficaram apenas oito. Em vários países existem políticas protecionistas da indústria nacional”, disse.  Ele ressalta que o plano trará grandes benefícios para as empresas e para a sociedade como um todo. “A partir desse plano podemos até pensar em ir para outros países, como está fazendo a TV digital”, disse. A Parks, que produz equipamentos de acesso, inclusive com tecnologia WiMAX, já pensa em produzir o minimodem para conexão via rede 3G.

Os financiamentos para a indústria nacional, previstos no PNBL, preveem aplicação de R$ 1,75 bilhões do Funttel (Fundo de Desenvolvimento das Telecomunicações) e mais R$ 6,5 bilhões de crédito do BNDES. O governo pretende ainda usar o seu poder de compra para incentivar a indústria, desde que ofereçam produtos competitivos.

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