Para 2019, NEC aposta em telecom, segurança e bancos


Esses são os três segmentos de mercado que deverão ser os mais relevantes para a empresa no próximo ano, segundo Masazumi Takata, presidente e CEO regional da NEC para a América Latina.

Para comemorar os 50 anos de atuação da NEC no Brasil, a empresa montou uma exposição sobre a evolução da tecnologia e a transformação da sociedade nas últimas cinco décadas. “O objetivo é mostrar que desenvolvemos tecnologia para ajudar a desenvolver a sociedade”, disse Masazumi Takata, presidente e CEO regional da NEC para a América Latina, em coletiva à impenda na Japan House, em São Paulo. Segundo Takata, a NEC tem tecnologias exclusivas e é pioneira em várias outras, como no reconhecimento facial, mas isso seria irrelevante se elas não tivessem uso social. O objetivo da exposição, que traduz em linguagem lúdica para o público leigo a história das tecnologias de comunicação é informação, é justamente, de acordo com André Eletério, diretor de marketing da NEC Brasil, mostrar o valor que é possível entregar à sociedade.

A exposição mostra o caminho percorrido pela NEC no país, que passou das tecnologias de infraestrutura de telecom para as tecnologias voltadas às aplicações em segmentos como segurança, reconhecimento facial, energia limpa. Isso se reflete também nos esforços de P&D da empresa, que abandonou áreas como semicondutores e eletrônico de consumo (PCs e celulares, entre outros), concentrando-se em inteligência artificial, analytics, computação quântica e outras fronteiras das TICs. Takata explica que hoje, dos cerca de US$ 30 bilhões de receita líquida mundial do grupo, um terço vem de infraestrutura de telecomunicações, um terço de infraestrutura para a área pública e um terço grandes empresas.

Quando se refere à infraestrutura, o CEO da NEC América Latina está falando de TICs para áreas como portos, aeroportos, ferrovias e estádios. Ou TICs para operadoras de telecom. Em relação ao mercado brasileiro, ele prevê que os segmentos de maior demanda para a NEC em 2019 serão operadoras, segurança e o financeiro. Na América Latina o cenário não deverá ser muito diferente.

A exposição

A exposição NEC Continuum ficará aberta de 27 de novembro a 2 de dezembro na Japan House São Paulo (avenida Paulista, 52, Bela Vista), das 10 às 18 horas. Uma linha do tempo mostra a evolução da tecnologia, a partir da invenção do telefone, em 1875. Mas o que há de inovador são as cinco instalações que representam as contribuições da NEC ao Brasil nas últimas cinco décadas. Interativas, elas conseguem “dialogar” com o público leigo, traduzindo conceitos como da comunicação e computação, implantação do DDD, comutação, supercomputação, reconhecimento facial.

Aliás, o visitante que quiser, na entrada da exposição, pode ter seu reconhecimento facial registrado (não ficará guardado depois em banco de dados, nem o registro facial, nem o CPF). É apenas para viver a experiência já que, na saída, o sistema, ao reconhecê-lo automaticamente, agradecerá a visita.

Um vídeo sobre os 50 anos de atuação da empresa no Brasil, já disponível no site da NEC e nos seus canais, traz os principais marcos de atuação da empresa, desde a instalação das primeiras centrais telefônicas na tecnologia crossbar, passando pelas centrais digitais e pelas era da telefonia celular, em que a empresa foi líder por vários anos até abandonar o mercado, até a sua incursão por novos segmentos de mercado, como o das aplicações de segurança.

Depoimentos de funcionários e executivos, antigos e novos, marcam diferentes momentos que refletem a evolução da tecnologia e do mercado. Do ano de 1994 em que a empresa reuniu no estádio de Guarulhos, na Grande São Paulo, 30 mil pessoas inscritas no então chamado Plano Comunitário de Telefonia, como relata Luiz Magno do Nascimento, um dos funcionários mais antigos da empresa, a um dos mais recentes empreendimentos da empresa: o projeto piloto para sistemas de armazenamento de energia, que resultou da adaptação da solução NECES, de tecnologia proprietária, em atendimento a uma chamada da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel e vai ser implementado no Arquipélago Fernando de Noronha, relata Roberto Murakami.

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