Países de língua portuguesa vão debater segurança na internet


A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) quer aprofundar o debate sobre segurança de dados e preservação da privacidade dos cidadãos na internet. A iniciativa ocorre no momento em que o Brasil e vários países cobram dos Estados Unidos explicações sobre as denúncias de espionagem das agências norte-americanas a informações de cidadãos na internet e também na telefonia.

Uma das ideias é que no âmbito da CPLP sejam coordenadas ações em foros internacionais em favor da definição de regras claras para a governança e segurança cibernética. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e chanceleres dos demais sete países que compõem a comunidade analisaram a proposta ontem (18) durante a 18ª Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP. Na reunião, Patriota ressaltou a necessidade de respeito à soberania e à privacidade.

Patriota estava em Maputo, em Moçambique, onde ocorreu a reunião. A CPLP é formada pelo Brasil, por Portugal, Angola, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, além do Timor Leste. Os chanceleres debateram o tema “Os Novos Paradigmas e o Futuro da CPLP na Era da Globalização”.

Porém, a questão da espionagem veio à tona no momento em que o ex-consultor norte-americano Edward Snowden denunciou a existência de um esquema de monitoramento, por agências dos Estados Unidos, a cidadãos do seu país e também no exterior. No caso do Brasil, o jornal O Globo, baseado em informações de Snowden, informou que foi aberto um escritório em Brasília para coordenar as ações.

O governo brasileiro pediu informações aos Estados Unidos sobre as denúncias. Houve, ainda, rumores envolvendo suspeitas de espionagem eletrônica na Colômbia, Argentina, Venezuela e Bolívia, entre outros países latino-americanos.(Da redação, com Agência Brasil)

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