Países africanos conhecem vantagens da TV digital brasileira


Representantes de seis países do sul da África conheceram nesta segunda-feira (19) as vantagens da adoção do padrão nipo-brasileiro de TV digital, em workshop realizado em São Paulo. Na sua apresentação, o assessor técnico do Ministério das Comunicações, Flávio Lenz, afirmou que o ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting-Terrestrial) trará desenvolvimento aos países que o adotarem, privilegiando indústrias e centros de pesquisas locais, além de fortalecer a inclusão social.

“Caberá aos formuladores de políticas públicas de cada país decidir de que forma utilizar as vantagens que este padrão oferece em benefício de suas populações, além da interatividade e da mobilidade, por meio das oportunidades que se abrem para os atores locais” afirmou Lenz. Os representantes de Angola, Botsuana, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue ficam no Brasil até o fim desta semana. Eles deverão realizar visitas a centros de pesquisa, emissoras de TV e ao pólo de eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (MG), a fim de apreender o máximo de informações sobre o ISDB-T. A expectativa é que, nos próximos meses, anunciem qual padrão será adotado por seus países. 

O Brasil incorporou, sobre o padrão japonês original, algumas evoluções como a compressão de vídeo Mpeg-4 (o japonês usa Mpeg-2), imagem de 30 quadros por segundo para dispositivos portáteis (15 quadros por segundo no padrão japonês) e o middleware (camada intermediária de software entre o hardware dos aparelhos de TV e os aplicativos) DTVi (antigo Ginga), com os módulos Ginga-NCL e Ginga-Java (no padrão japonês, o módulo é BML). Para que seja adotado pelos países africanos, o padrão terá que usar 8 MHz de freqüência, ao invés dos 6 MHz utilizados no país.

Os testes com o padrão nipo-brasileiro de TV digital por países africanos só foram possíveis depois da ofensiva liderada pelo governo brasileiro junto à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, conhecida por SADC, em maio. Os países deveriam adotar o padrão europeu, mas adiaram a decisão após estarem convencidos dos avanços do ISDB-T.(Da redação, com assessoria de imprensa)

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