Padtec vende sua tecnologia de OTN Switch para a francesa Ekinops


A fabricante de tecnologia óptica Padtec vendeu sua divisão de OTN Switch para a francesa Ekinops por R$ 46 milhões. Segundo a empresa brasileira, a operação faz parte da estratégia de foca no desenvolvimento de soluções DWDM, seu principal produto atualmente.

“A operação contribui diretamente para o aumento dos investimentos em P&D pela Padtec, tornando a empresa ainda mais competitiva e acelerando seus negócios no Brasil e no exterior”, afirma Manuel Andrade, CEO da Padtec.

Pelo acordo, a Ekinops se compromete a manter o desenvolvimento da tecnologia OTN Switch com a equipe de engenheiros da fornecedora brasileira. A Padtec, por sua vez, vai a produzir a linha de equipamentos em sua fábrica no Brasil e a comercializar a solução para sua base de clientes.

“O acordo permite que a empresa brasileira revenda os produtos com a tecnologia OTN Switch. Esta é uma importante aquisição que permitirá que a Ekinops triplique suas vendas de produtos ópticos nos próximos cinco anos”, diz Didier Brédy, CEO da Ekinops.

Para o futuro, a Padtec destaca que o foco da área de pesquisa e desenvolvimento – e do lançamento de produtos – contempla o aumento da taxa de transmissão DWDM, com novos transponders operando a 400 Gb/s e 1,2 Tb/s, novos amplificadores ópticos e soluções que acompanham as tendências de evolução para redes SDN (Software Defined Networks) – arquitetura que permite controlar ou programar a rede de maneira central e inteligente,
empregando um conjunto de funcionalidades em um único ambiente web.

Padtec vai exportar para a Ekinops

A venda da unidade de OTN ainda depende de condições comuns para se concretizar. A expectativa de Andrade é de que os trâmites burocráticos para finalizar a transação terminem em 45 dias. A Ekinops vai manter a equipe de 25 engenheiros da unidade em Campinas, em escritório no mesmo centro empresarial onde fica a Padtec.

O contrato prevê a transmissão da tecnologia de hardware e da licença do software, que segundo o executivo, é o mais importante. “O desenvolvimento de um software que opere em real time é complexo e demorado. A Ekinops recebe isso e o direito de desenvolver versões futuras”, afirma.

A Padtec vai ser um fabricante exportador para Ekinops, uma vez que esta vende seus produtos principalmente na Europa, na África e na Ásia. A empresa francesa, embora passe a ter um centro de P&D no Brasil, não vai comercializar produtos aqui, exceto caso tenha clientes multinacionais que queiram a subsidiária local equipada com a mesma tecnologia.

“Essa é uma estratégia muito positiva e comum para empresas do nosso porte. Assim, tanto a Ekinops, quanto a Padtec, conseguem focar o desenvolvimento do que fazem melhor. No nosso caso, DWDM”, afirma Andrade.

A Padtec faturou R$ 289,9 milhões em 2018, 10,7% mais que em 2017. O Ebitda da empresa cresceu 372,5%, chegando a R$ 49,79 milhões. No ano passado, o lucro líquido foi de R$ 33,38 milhões, 82,6% mais alto. O endividamento da empresa terminou em R$ 35,2 milhões, queda de 26,2% sobre 2017. O aumento das vendas se deu em função das receitas apuradas com DWDM, produto fundamental para a construção de redes ópticas em qualquer segmento: data centers, ISPs ou operadoras.

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