Padrão de rádio digital sai em setembro e pode ser híbrido


O padrão de rádio digital sai em setembro e poderá ser um sistema híbrido. A informação foi divulgada hoje pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, após reunião com o Conselho Consultivo do Rádio Digital (CCRD). Costa aventou a possibilidade de um sistema híbrido, porque segundo ele, a proposta do rádio digital no Brasil tem uma …

O padrão de rádio digital sai em setembro e poderá ser um sistema híbrido. A informação foi divulgada hoje pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, após reunião com o Conselho Consultivo do Rádio Digital (CCRD).

Costa aventou a possibilidade de um sistema híbrido, porque segundo ele, a proposta do rádio digital no Brasil tem uma exigência de atender tanto ao rádio em Amplitude Modulada (AM) e Freqüência Modulada (FM), como em Ondas Curtas (OC). De acordo com o ministro, existe um consenso da área técnica do CCRD, dos radiodifusores e dos ministérios envolvidos (Casa Civil, Minicom e MDIC), pelo sistema IBOC, de tecnologia americana. Mas ele também comentou que já existe entendimentos do Minicom com os detentores da tecnologia européia (DRM), para realizar testes em OC.

O sistema de Ondas Curtas estar praticamente abandonado no Brasil, afirmou Costa. Segundo o ministro, existem cerca de 50 emissoras de ondas curtas no país, especialmente na região amazônica e, com a introdução digital dessa faixa, ela poderá substituí as transmissões por satélite, que tem custos elevados. “Com um transmissor de onda curta em Brasília, de 50 quilowatts nós podemos transmitir para toda a América Latina um sinal como se fosse de CD. Nós esperamos utilizar a onda curta para fazermos ensino à distância, rádio MEC e rádio pública com custo inferior ao do satélite”, justificou.

Na avaliação de Costa, setembro é um prazo razoável para escolha do padrão, porque dará tempo de se conversar com a indústria automobilística, para que a partir de 2008, o setor já produza rádios digitais nos automóveis. “A grande alavanca do rádio digital certamente se dará no rádio do carro”, frisou.

Costa acredita que o procedimento da conversão do rádio analógico para o digital será bem mais simples, do que no caso da TV Digital e que, a partir de 2008, o país terá condições técnicas de começar a operá-lo, praticamente em todas as capitais e cidades polos. Outra questão que está sendo abordada no CCRD é a criação de grupo de trabalho envolvendo Anatel, Minicom, UnB,  radiodifusores para estudar se as ferramentas do rádio digital são compatíveis com o modelo de convergência digital que está ocorrendo no Brasil.

O ministro anunciou também que o Minicom está mantendo entendimentos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), para o financiamento da implantação do rádio digital. “O financiamento que estamos discutindo com o BNDES é para garantir que o radiodifusor de qualquer tamanho possa migrar para a nova tecnologia e participar desses benefícios”, enfatizou.

Costa disse que o valor da migração do rádio analógico para o digital pode variar, dependendo da potência da emissora e os equipamentos disponíveis no Brasil vão de um a dez quilowatts e o preço poderá variar  de R$ 20 mil  a R$ 100 mil.

Anterior Receita líquida e EBITDA da CTBC caem
Próximos LogicaCMG vira Acision