PAC do MCT quer envolver governos estaduais


O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) começará a discutir a partir da próxima semana, a proposta do plano de ação do Ministério para os próximos quatro anos do Governo Lula. A informação foi divulgada hoje pelo ministro Sergio Rezende, durante coletiva à imprensa para anunciar os nomes dos novos dirigentes das diversas áreas da …

O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) começará a discutir a partir da próxima semana, a proposta do plano de ação do Ministério para os próximos quatro anos do Governo Lula. A informação foi divulgada hoje pelo ministro Sergio Rezende, durante coletiva à imprensa para anunciar os nomes dos novos dirigentes das diversas áreas da administração direta e indireta do órgão.

Sérgio Rezende destacou que o plano terá quatro prioridades estratégicas. De acordo com ele, o plano vai atuar na consolidação, expansão e integração do sistema nacional de ciência e tecnologia, inclusive numa forte parceria entre CNPq e Finep; estímular inovação das empresas, com política industrial e tecnológica; pesquisar e desenvolver as áreas estratégicas, começando pelo programa nuclear brasileiro; e por fim, incentivar a ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.

Segundo o ministro, a partir das prioridades principais, o plano vai abordar 15 grandes linhas de ação com vários desdobramentos. “É um plano bastante abrangente que não é só do MCT, mas articulado com o Governo Federal, governos estaduais, diversas entidades e a iniciativa privada” frisou.

O ministro também explicou que os repasses de verbas do MCT estão aumentando gradualmente, fato positivo para que se adote novas políticas de aplicação dos fundos. Ele informou que a pasta recebeu em 2006, R$ 1,3 bilhão, em 2007 subiu para R$ 1,4 bilhão e para o ano que vem receberá R$ 1,7 bilhão.

Rezende salientou que, após as discussões com a nova equipe do ministério, o plano será debatido com a sociedade, como por exemplo a Academia Brasileira de Ciências e diversas federações de indústrias.

Os novos dirigentes

Entre as principais mudanças na equipe do MCT, o ministro destacou a saída de Luis Manuel Rebelo Fernandes, atual secretário Executivo do Ministério, que agora responderá pela presidência da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). No lugar de Fernandes entra Luiz Antônio Elias Rodrigues, que ocupa a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

A vaga de Rodrigues será ocupada por Guilherme Henrique Pereira. No Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sai Erney Camargo e assume Marco Antonio Zago.

 Rezende considerou a ida de Fernandes para a Finep importante, uma vez que existe intenção de ajustar mais a política de trabalho da entidade com a do Ministério. O ministro argumentou que a distância entre o MCT e a Finep é um dos motivos responsáveis pela falta de sintonia, uma vez que a sede da instituição fica no Rio de Janeiro. “Nós temos planos de fazer com que a Finep tenha maior sintonia com os programas do Ministério”, declarou.

Rezende comentou que o aumento de recursos na Finep exigirá uma grande mudança. Em 2002 foram repassados para a entidade R$ 350 milhões e no ano de 2006, esse valor foi de R$ 1,2 bilhão.

As cadeiras de comano no MCT ficaram da seguinte forma: Secretaria Executiva (Luiz Antônio Elias Rodrigues); Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Luiz Antônio Barreto de Castro); Secretaria de Política de Informática (Augusto Cesar Gadelha Vieira); Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Guilherme Henrique Pereira); Secretaria de C&T para Inclusão Social (Joe Carlo Viana Valle); Finep (Luis Manuel Rebelo Fernandes); CNPq (Marco Antonio Zago); Agência Espacial Brasileira (Sérgio Maurício Brito Gaudenzi); Comissão Nacional de Energia Nuclear (Odair Dias Gonçalves); Indústrias Nucleares Brasileiras (Alfredo Tranjan Filho); Nuclebras Equipamentos Pesados (Jaime Wallwitz Cardoso); e Empresa Binacional Cyclone Space (Roberto Átila Amaral Vieira).

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