OTTs apostam no zero rating para ampliar parcerias com telcos


Para a consultoria Ovum, o MWC deste ano consolidou cinco tendências, entre elas a de que a 5G é a opção das operadoras globais para a Internet das Coisas e por isto preferem que a tecnologia ofereça melhor latência do que mais velocidade.Outra postura que se consolida é o fortalecimento das parcerias entre as empresas de conteúdo – as OTTs – e as telcos, através de oferta de conteúdo gratuito, ou zero rating.

A consultoria Ovum  avalia que  cinco tendências que se consolidaram no Mobile World Congress, a maior feira de celular do mundo, que se encerrou ontem em Barcelona. As operadoras começam a enxergar a rede LTE 5G como aquela que irá viabilizar a IoT (Internet das Coisas). E para que esta tecnologia seja a opção da IoT, as operadoras de celular querem que a 5G  amplie a capacidade de suportar milhões de conexões,  com milissegundos de latência, ao invés de se focar apenas no  aumento da velocidade de dados.

Ovum avaliou também que a relação entre os OTTs e os operadores está se tornando mais forte. As OTTs começam a buscar as operadoras com a oferta de conteúdo zero rating(pagamento reverso, ou acesso gratuito para o usuário). Esta opção está crescendo porque as operadoras gostam desta alternativa, onde não há troca de recursos, e dois lados se beneficiam. Mas, a consultoria alerta que já começa a haver um movimento para a monetização das telcos nesta parceira, pois algumas operadoras conseguem ser pagas pelos provedores de conteúdos digitais via internet.

As operadoras também sinalizaram que estão apostando muito mais no mercado corporativo para crescerem do que no mercado de varejo. Para atender ao mercado de varejo, dos usuários finais, estão estão procurando parcerias, e se focando o seu negócio em M2M e IoT.

Por isto, acredita a Ovum, outra tendência é que os grandes vendors que se voltaram para oferecer capacidades de roaming, VAS, e mensagens perdem espaço junto às telcos e começam a buscar novos modelos de negócios – vendendo  capacidades diretamente para corporações – ou desenvolvendo novos serviços, como big data anlytics. Mas é um mercado bem mais competitivo, com menores margens, alerta a consultoria.

Outra tendência que se cristalizou, avalia a consultoria, são as redes virtualizadas. As maiores operadoras – incluindo a AT&T, Telefónica e Deutsche Telekom se posicionaram pela virtualização das redes como uma oportunidade de centralizar plataformas e tecnologias e promover a economia de escala. Não há, no entanto, muita clareza sobre os custos a serem economizados e como resolver o problema do legado.

 

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