Os novos compromissos da Oi, em números


Na apresentação da nova Oi para analistas e jornalistas brasileiros (na quinta, em Nova Iorque, será a vez dos acionistas estrangeiros), a Oi lançou seus novos compromissos econômicos-financeiros para até 2015. Segundo seu presidente, Francisco Valim, a reação positiva do mercado com os novos compromissos,  capaz de aumentar a valorização da empresa na bolsa de valores (hoje, seu valor de mercado é de apenas R$ 16,7 bilhões) irá ocorrer à medida em que  confirmar as projeções anunciadas. E avisa que os números têm como base juros de 11% ao ano, o que significa que a operadora terá mais caixa, com as taxas de juros que já começam a cair. A seguir os compromissos da Oi:

 

Dividendos:

– Distribuição de R$ 3 bilhões este ano (já foram anunciados R$ 2 bilhões) e de mais R$ 2 bilhões em 2013 e outros R$ 2 bilhões em 2014. Para 2015, distribuição de R$ 1 bilhão.

Pré-condições  para estes dividendos: 3,0x o índice Dívida Líquida/EBITDA; Dívida Líquida inclui o pagamento de dividendos do exercício; EBITDA apurado no exercício anterior ao pagamento dos dividendos

 

Dívida

Este ano a relação dívida líquida/EBITDA vai aumentar, passando de 1,9 x no ano passado para 2,8 x até dezembro.Mas  Valim assegura que, em 2015, esta dívida estará em 2,2x.”Uma situação muito confortável para qualquer empresa”.

 

Receita/Ebitda


A empresa pretende aumentar a receita líquida de R$ 27,9 bilhões em 2011 para R$38,6 bilhões em 2015.Ebitda, de R$ 8,8 bilhões em 2011 para R$ 12,8 bilhões, com margem de 33% em 2015. Para este ano, a Oi estima manter o mesmo volume de recursos em seu caixa, com Ebitda de R$ 8,8 bilhões até dezembro de 2012.

A receita líquida, depois de queda dois anos seguidos, deverá crescer 4% este ano em relação ao ano passado, chegando a 28,9 bilhões, alcançando R$ 38,6 bilhões em 2015, crescimento de 10% em relação a este ano.

 

Clientes


Pular de 69,7 milhões unidades geradoras de receita para  106,8 milhões em 2015. A Oi planeja aumentar 8% o número de clientes este ano em relação ao ano passado, chegando a 74,9 milhões de UGRs no final deste ano, dos quais 45,8 milhões de usuários de celular; 19,8 milhões clientes residenciais e 13,3 bilhões de clientes business to business (b2b).

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