Os fatores que serão considerados no processo de escolha dos players


Tele.Síntese Análise 355 Frente a propostas com tantos diferenciais, a tarefa de es-colha das operadoras não é fácil. De acordo com João de Deus Pinheiro de Macedo, vice-presidente de planejamento da Oi, a avaliação tem de pesar as funcionalidades do sistema, a capacidade de evolução tecnológica do fornecedor, pelo menos para os próximos cinco anos, …

Tele.Síntese Análise 355

Frente a propostas com tantos diferenciais, a tarefa de es-colha das operadoras não é fácil. De acordo com João de Deus Pinheiro de Macedo, vice-presidente de planejamento da Oi, a avaliação tem de pesar as funcionalidades do sistema, a capacidade de evolução tecnológica do fornecedor, pelo menos para os próximos cinco anos, e as condições comerciais. “É um processo complexo, onde muitas variáveis estão em questão”, diz ele, lembrando que essa avaliação está sendo realizada paralelamente à análise da base instalada de torres e antenas da operadora e de seus concorrentes, para verificar as possibilidades de compartilhamento. Hoje, a Oi tem como fornecedoras de redes de 3G a Huawei e a Nokia-Siemens.

Como o compartilhamento, em função das diretrizes do governo, passou a ser uma variável importante no modelo de negócios, ele diz que esse trabalho está consumindo muita energia neste momento. “Estamos olhando as melhores opções para compartilhamento e quais são mais adequadas para atender à cobertura necessária”, diz o executivo da Oi.

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A necessidade de o fornecedor garantir a evolução tecnológica é uma das vantagens da Ericsson, na avaliação de seus diretores. Com presença no core da rede em todas as grandes operadoras, à exceção da Oi, a Ericsson conta com sua tradição em tecnologia móvel e em sua oferta de estações radiobase multi-standards para manter e até ampliar presença no mercado brasileiro. Ao lado disso, acha que sai na frente pelo fato de ter mantido sua fábrica de estações radiobase em São José dos Campos, no interior de São Paulo, e poder atender, sem risco de atraso, à cota de produtos fabricados no país estabelecida no edital de 4G da Anatel.

Também com fábrica no Brasil, a Huawei, única fornecedora com sistemas em todas as operadoras celulares, acha que está bem posicionada na disputa. Seus executivos preferem não fustigar os concorrentes que estão chegando, confiantes de que vão manter sua cota de mercado. “Temos sistemas LTE em todas as regiões do mundo, temos tecnologia e somos competitivos”, resume o diretor.

Sem o conforto dos fornecedores com base instalada nas redes de 3G, a Alcatel-Lucent confia principalmente na sua capacidade de evolução tecnológica, um dos itens destacados por João de Deus para conseguir contratos de LTE. “O que de principal podemos oferecer ao nosso cliente é a evolução futura da rede e sua otimização”, pondera um executivo.

Executivos da Telefônica/Vivo preferem não falar do processo de escolha de fornecedores. A maior operadora celular do país em base de assinantes tem redes de 3G da Ericsson e da Huawei. Mas comenta-se no mercado que estaria propensa a experimentar um terceiro fornecedor, entre os novos entrantes. A conferir.

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