Os consumidores devem influenciar na escolha de padrões, pede a União Européia.


Os órgãos reguladores de telecomunicações precisam abrir espaço aos consumidores, para que decidam quais são os melhores padrões, escolhendo a plataforma que ofereça os serviços que eles desejam. Foi o que afirmou ontem, 6 de dezembro, Viviane Reding, comissária de telecom da União Européia, na conferência da União Internacional de Telecomunicações que se realiza em …

Os órgãos reguladores de telecomunicações precisam abrir espaço aos consumidores, para que decidam quais são os melhores padrões, escolhendo a plataforma que ofereça os serviços que eles desejam. Foi o que afirmou ontem, 6 de dezembro, Viviane Reding, comissária de telecom da União Européia, na conferência da União Internacional de Telecomunicações que se realiza em Hong Kong. Ela disse que os reguladores não devem continuar sendo a força principal na definição de padrões.

"Sabemos que a escolha do padrão errado pode jogar as nossas economias em um longo período de baixo desempenho”, afirmou Viviane, acrescentando que, a seu ver, deveria caber às empresas encontrar os modelos de negócios capazes de levar os consumidores a escolher os serviços de sua preferência.

"O padrão GSM foi uma decisão acertada… mas, hoje, o cenário é mais complexo. Para os governos, é muito mais difícil escolher um padrão que possa ser bem sucedido”, concluiu a comissária.

Na opinião de analistas, dado que, na maioria das vezes, as alocações de espectro são tecnologicamente neutras, a sugestão de Viviane já se tornou uma prática em vários lugares do mundo. Mas esses especialistas advertem para o fato de que, se, de um lado, a neutralidade tecnológica abre espaço para que o processo de padronização seja direcionado ao consumidor, essa neutralidade também embute o risco de permitir que só grandes empresas, com fôlego financeiro, possam influenciar os padrões tecnológicos.

(Da Redação, com noticiário internacional)

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