Os ambiciosos planos da Brasil Telecom para 2007


Foi capital no enxugamento de custos da Brasil Telecom, no ano passado, o redesenho do modelo de operação e de terceirização da tecnologia da informação. Sem quantificar as economias obtidas, Ricardo K. informou que dos 490 diferentes fornecedores da área, sobraram menos de 60, dos quais algumas dezenas são novos contratados. E, crucial: o diretor …

Foi capital no enxugamento de custos da Brasil Telecom, no ano passado, o redesenho do modelo de operação e de terceirização da tecnologia da informação. Sem quantificar as economias obtidas, Ricardo K. informou que dos 490 diferentes fornecedores da área, sobraram menos de 60, dos quais algumas dezenas são novos contratados.

E, crucial: o diretor de tecnologia e planejamento técnico Dante Nardelli, segundo K., se saiu muito bem na tarefa de burn the house (limpar a área, numa tradução livre) no setor de TI, cuja maior guinada foi adotar a visão do cliente nas mudanças implementadas e na orientação adotada a partir de então.

Ação integrada

“Numa telco, a TI é o sistema nervoso central, e a situação era complicada. Tínhamos 2,4 mil pedidos de alterações de sistemas em backlog”, informa K. Hoje, com o redesenho, a TI caminha lado a lado com a estratégia, o planejamento, a tecnologia da empresa, que dispõe de um núcleo de inteligência de TI voltada para serviços.

Várias perguntas ficaram sem respostas na coletiva de hoje, porque, tanto Charles Putz, vice-presidente financeiro e de relações com investidores, como o presidente Ricardo K. disseram que maiores informações só no dia 13 de março, no investor’s day programado pela empresa.

Sai omaha, entra iwo-jima.

Mas K. adianta que os planos da Brasil Telecom são levar a bandeira da empresa para elevados cumes, com um conjunto de iniciativas (não especificadas) de eficácia operacional que serão desenvolvidas ao longo de 2007, sob o guarda-chuva do projeto iwo-jima (leia nota abaixo). Com esse plano, é encerrado o omaha (referência ao desembarque dos aliados no dia d), projeto existente na gestão anterior da companhia.

Integra essa estratégia um mega-projeto de melhoria da qualidade do atendimento ao cliente, o que não foi possível antes do “saneamento” da área de TI. Com o aumento da satisfação do cliente, essa ação, deixa claro o executivo, rentabilizará a telefonia fixa. Mais um passo deste ano é mais ação cidadã.

Cenários futuristas

No planejamento para os próximos dez anos, a Brasil Telecom traçou quatro cenários prováveis para o país. Um, é o da “terra de gigantes”, no qual restarão poucos e grandes players de telecom – algo como dois ou três, explica K. Um segundo é o cenário do “mundo móvel”, onde a migração fixo-móvel se dará em ritmo mais acelerado do que o atual, mas, para isso, terá que ser equacionada a questão preço do serviço móvel.

Outra hipótese é a da existência de duopólios regionais – uma grande operadora de longa distância, uma regional. O quarto é o chamado “equilíbrio”, ou seja, fica tudo como está hoje.

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Nota: referência à batalha de Iwo Jima (operação Detachment) travada entre os EUA e o Japão, em fevereiro e março de 1945, durante a Campanha do Pacífico da Segunda Guerra Mundial. Os EUA assumiram o controle da ilha de Iwo Jima e os campos aéreos nela localizados. Diz-se que o momento mais famoso dessa batalha foi a colocação da bandeira norte-americana no local pelos marines

 

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