Orelhão: adoção de cartão de chamada abre disputas concorrenciais


A mudança na tarifação das ligações feitas nos TUPs (orelhões), que está em análise pela Anatel e cuja proposta das concessionárias é a implementação do calling card (ou o cartão de chamada) pode abrir também feridas concorrenciais.

Para o grupo América Móvil, (Claro, Embratel e NET),  se a substituição do cartão indutivo por outra tecnologia é uma iniciativa bem-vinda, ela não pode, porém, eliminar a seleção da prestadora de longa distância chamada a chamada. A proposta que está na agência é  adoção da pré-seleção, ou seja, a empresa que vende o cartão já tem o seu número de longa distância indicado na ligação.

A TIM também fez contribuições à consulta. Considera importante medida concorrencial o fato de que qualquer empresa – inclusive ela, que não tem obrigação de instalar um orelhão sequer – poderá vender os seus cartões para os TUPS. Mas alerta que as concessionárias não devem ser autorizadas  a fazer ofertas casadas com outros serviços – por exemplo,  fazer promoção de celular e ter crédito em orelhão-, pois esta medida estaria favorecendo as concessionárias, únicas que podem ter plantas de TUPs no país.

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