Operadoras vêem fornecedoras de OTT como parceiras, não ameaça


Maioria das empresas de telecomunicações, no entanto, afirma que os clientes são seus em parcerias com fornecedores over-the-top, mas os provedores do serviço ainda não trabalham com este cenário

 

 As fornecedoras de serviços Over The Top (OTT) não são consideradas ameaças aos olhos das operadoras de telecomunicações. Uma pesquisa da Coleman Parkes, encomendada pela Amdocs, com 100 teles mostrou que 70% enxergam as empresas de OTT com parceiras e fontes de inovação, sendo que 42% acreditam que poderiam oferecer qualquer um dos serviços oferecidos pelas provedoras de OTT, só que melhor. 

Sobre as parcerias com empresas de OTT, 60% das operadoras afirmam que, em todos os contratos, o cliente pertence a elas, enquanto apenas 13% dos fabricantes de dispositivos e 14% dos fornecedores de serviços OTT dizem que ainda estão se preparando para um futuro em que a experiência do cliente não os pertence. 

 

Apesar da aparente discordância sobre de quem é o cliente, os três segmentos estão dispostos a compartilhar seus principais atributos para atingir as metas de suas parcerias: 74% das empresas de OTT e 73% das fabricantes de dispositivos estão dispostas a expor e compartilhar seus principais atributos. No caso das operadoras, 56% estão dispostas a fazê-lo. 

 

A parceria é vista pelas operadoras como uma oportunidade para ampliar o alcance de sua rede em 40% dos casos e como um meio para desenvolverem novos produtos e serviços para 34% das eles entrevistadas. 

 

“Uma das principais descobertas desta pesquisa é que, mesmo tendo interesses diferentes, as operadoras, fabricantes de dispositivos e fornecedoras OTT reconhecem cada vez mais a necessidade de trabalharem juntas e formarem parcerias para alcançar metas comuns”, afirmou Rebecca Prudhomme, vice-presidente de marketing de produtos e soluções da Amdocs. 

 

A pesquisa foi baseada em entrevistas por telefone com 100 tomadores de decisão das operadoras, fornecedores de serviços OTT e fabricantes de dispositivos da América do Norte, Caribe e América Latina, Europa e região Ásia Pacífico realizadas entre junho e julho de 2012. (Da redação)

Anterior Firjan quer tratamento especial para empresas em novo PNBL
Próximos Fábricas chinesas reagem às acusações do Congresso americano quanto à segurança nacional