Operadoras terão que entregar relatório sobre sigilo telefônico em 30 dias


As operadoras de telefonia que prestam serviço no estado de São Paulo têm um prazo de 30 dias para entregar, por escrito, à Secretaria de Estado da Justiça e à Fundação Procon explicações detalhadas sobre os métodos de preservação da segurança do sigilo telefônico de seus clientes e sobre como é feita a prevenção contra …

As operadoras de telefonia que prestam serviço no estado de São Paulo têm um prazo de 30 dias para entregar, por escrito, à Secretaria de Estado da Justiça e à Fundação Procon explicações detalhadas sobre os métodos de preservação da segurança do sigilo telefônico de seus clientes e sobre como é feita a prevenção contra a ocorrência de interceptações clandestinas.

Participaram da reunião, realizada hoje e que serviu para discutir como as operadoras garantem a segurança dos consumidores quanto ao uso das linhas de telefone fixo e móvel, além do secretário estadual de Justiça, Luiz Antonio Marrey, e do diretor-executivo do Procon, Roberto Pfeiffer, representantes da TIM, Claro, Oi, Vivo, Telefônica e Embratel. "A conversa com as empresas foi produtiva e elas manifestaram interesse em manter o sigilo", disse Marrey.  

O encontro foi motivado pela recente investigação realizada pela Polícia Civil da São Paulo que resultou no indiciamento de um superintendente e um gerente da operadora de celular Vivo, acusados de participarem de um esquema de violação de sigilos telefônico, bancário e fiscal. Outra razão, segundo Marrey, é a "memória" de casos semelhantes surgidos periodicamente.

De acordo com o secretário, a reunião não teve o objetivo de discutir minúcias de casos específicos de cada operadora. "O desfecho vai ser na Justiça", disse ele. Segundo Marrey, mais de uma operadora afirmou que seu sistema é seguro e foi apontado por elas o "fator humano" como causa das violações.

Apesar de dizer não ser um "representante oficial" para falar sobre o tema, ao final da reunião, Marcos Mesquita, gerente da área de relações institucionais da Oi, conversou com os jornalistas sobre a segurança do sigilo telefônico. "Os sistemas são seguros, no entanto, em algum ponto dele haverá uma informação que depende do ser humano." Segundo ele, apesar de nem sempre serem possíveis de se evitar a violação, os autores dela podem ser facilmente e até rapidamente identificados.

Quanto à reunião, Mesquita a classificou como "excelente". "A posição de todas as operadoras é de total colaboração", afirmou Mesquita.

O próximo passo da atuação da Secretaria de Justiça e do Procon será feito após a análise das respostas das operadoras. Segundo Pfeiffer, deverá ser feito um ajustamento de conduta das operadoras.

Anterior Celulares no Brasil passam de 150 milhões em 2008
Próximos Nortel entra com pedido de concordata