Operadoras querem a faixa de 700 MHz, mas não agora, diz consultoria.


As operadoras querem a faixa de 700 MHz, mas não agora. Essa é a percepção do diretor da Merrill Lynch, Maurício Fernandes, sobre o leilão da radiofrequência, previsto para agosto deste ano. Hoje nas mãos da radiodifusão, essa faixa será destinada à banda larga móvel 4G. “A necessidade de fazer o superávit primário conta bastante para isso”, disse, referindo à fixação da data do leilão pelo governo.

Além do prazo apertado, operadoras e investidores têm ainda muitas incertezas sobre a licitação, disse Fernandes, como a limpeza do espectro, a conversão das TVs analógicas em digitais. O preço da frequência estimado pelo mercado está perto de R$ 8 bilhões, acima dos R$ 6 bilhões previstos no Orçamento da União e menor que os R$ 12 bilhões sugeridos pelo Ministério das Comunicações, “mas tudo pode mudar, é como previsão de chuva”, disse Fernandes.

Outras incertezas das operadoras se referem a quando vão poder começar a usar a faixa, quanto vai custar a limpeza e quem vai pagar a conta. Fernandes participou, nesta quarta-feira (26), de seminário sobre competição promovido pela Anatel.
 

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