Operadoras oferecem banda larga grátis em escolas urbanas por 4 anos. Governo quer mais.


Os dirigentes das concessionárias de telefonia fixa voltam para suas empresas para refazerem as contas e apresentarem uma nova proposta ao governo na próxima quinta-feira, dia 20. Esse foi o resultado da segunda rodada de negociação entre os presidentes da Oi, Brasil Telecom e Telefônica e os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Hélio Costa (Comunicações) …

Os dirigentes das concessionárias de telefonia fixa voltam para suas empresas para refazerem as contas e apresentarem uma nova proposta ao governo na próxima quinta-feira, dia 20. Esse foi o resultado da segunda rodada de negociação entre os presidentes da Oi, Brasil Telecom e Telefônica e os ministros Dilma Roussef (Casa Civil), Hélio Costa (Comunicações) e Franklin Martins (Comunicação Social), realizada hoje, em Brasília, para discutir as condições de troca de instalação dos Postos de Serviços Telefônicos (PSTs) pela construção do backhaul (estrada estadual de banda larga).

Depois da tensa reunião da semana passada, quando as concessionárias ofereceram conectar gratuitamente cerca de 14 mil escolas em todo o país, hoje, os empresários apresentaram uma nova contra-proposta, bem melhor do que a inicial, mas mesmo assim rejeitada pelo governo. As três concessionárias comprometiam-se a concectar com banda larga todas as escolas públicas urbanas, o que perfaz um total de cerca de 55 mil escolas. Essa conexão seria gratuita pelo período de quatro anos, a partir da data da ativação da conexão. E as concessionárias demandam três anos – até 2010 – para concluir todas as conexões.
 

O governo quer mais

O governo quer mais e fez uma contra-proposta: aceita que a conexão gratuita seja feita apenas nas escolas urbanas, e não mais nas urbanas e rurais, como reivindicava anteriormente, mas quer que a gratuidade se dê por uma prazo bem mais amplo: até o final da concessão, ou seja 2025. Assim, as três operadoras teriam que fornecer gratuitamente o acesso banda larga às escolas públicas urbanas por pelo menos mais 18 anos.
 

Os dirigentes voltaram para suas empresas para refazer as contas. Segundo eles, todos, governo e empresas, estão com disposição de buscar o entendimento. Embora, para a Oi, lembra um executivo, o peso é sempre muito maior, já que a operadora carrega duas vezes mais escolas do que as outras duas concessionárias.

Anatel
Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, que estava presente na reunião, comprometeu-se em adiar a reunião do conselho diretor da agência para a sexta-feira, dia 21. É o conselho que tem que aprovar o novo plano de metas de universalização (trocar o PST pelo backhaul) para que o decreto do presidente Lula seja publicado antes do final do ano.

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