Operadoras não conseguem pagar sozinhas expansão da internet


Os presidentes das principais operadoras do país, que participaram de um painel para discutir o futuro  das telecomunicações, durante do 56 Painel Telebrasil, que se realiza hoje em Brasília, mostraram-se preocupados com o financiamento da expansão da internet. Para Francisco Valim, presidente da Oi, a conta já não fecha. Segundo estudo da A.T.Kearney, para atender ao crescimento da rede as operadoras brasileira teriam que investir a mais entre 40% e 60% do previsto.

De 2005 a 2011, o crescimento do investimento das operadoras foi de apenas 3%. de acordo com estudo apresentado pela A.T.Kearney. Na avaliação de Antonio Carlos Valente, presidente da Telefônica, os investimentos tem sido constantes em patamares  elevados – a valores correntes, as operadoras investiram R$ 390 bilhões desde a privatização. Mesmo com a busca de mais eficiência no investimento, defendida por José Formoso, presidente da Embratel, Valente disse que o setor, nos últimos 12 anos, investiu 21% de sua receita, contra a média mundial de 15%.

“Já é uma relação muito  elevada”, comentou, afirmando  que para acompanhar a demanda da expansão do tráfego de dados têm que ser criados novos modelos de financiamento. E desses novos modelos tëm que participar os grandes provodores de conteúdo para a internet.

Um dos caminhos, disse Valente, é a hospedagem no país de conteúdos acessados pelos internautas brasileiros, um modelo que tem duas grandes vantagens: melhora a qualidade do conteúdo acessado, que não se degrada ao transitar por redes ao longo de continentes, e remunera a operadora. “Este como os demais modelos de financiamento da rede dependem de um acerto entre os players. É uma questão negocial”. As outras possibilidades envolvem cobrança por volume, ajustes de preços e participação dos provedores de conteúdo.

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