Operadoras móveis querem redes de TV por assinatura para fazer VoIP


20/04/2006 –  Todos do mercado concordam: está havendo uma intensa movimentação entre operadoras de telecomunicações e de TV por assinatura na busca de parcerias pela convergência. Os acordos ainda não se efetivaram, mas as alianças não deverão se dar apenas entre as operadoras de telefonia fixa — por força regulamentar, não podem, hoje, oferecer a …

20/04/2006 –  Todos do mercado concordam: está havendo uma intensa movimentação entre operadoras de telecomunicações e de TV por assinatura na busca de parcerias pela convergência. Os acordos ainda não se efetivaram, mas as alianças não deverão se dar apenas entre as operadoras de telefonia fixa — por força regulamentar, não podem, hoje, oferecer a IPTV – e as empresas de cabo.

A movimentação envolve, também, as operadoras de telefonia móvel: elas não querem só levar o conteúdo audiovisual para as redes de telecomunicações; querem usar as redes de TV por assinatura para disputar a receita de longa distância, oferecendo VoIP. “Já temos todas as condições técnicas para entrar nesse mercado”, reconhece o executivo de uma das operadoras móveis, que confirma estar participando de muitas negociações.

As fixas, por sua vez, que prefeririam oferecer a IPTV em suas próprias redes, não terão outra opção a não ser firmar essas parcerias, de maneira a seren identificadas como uma rede de transporte. Segundo um conselheiro da Anatel, não haveria, em tese, qualquer impedimento para as operadoras fixas oferecerem IPTV, já que se trata de uma tecnologia, e a Anatel não regula tecnologia, mas serviço. A questão, contudo, é que, pela regulamentação do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM), as operadoras de telecom não podem oferecer grades de programação (apenas pacotes sob demanda). “O melhor caminho para elas é adquirirem licenças de TV por assinatura ou firmarem parcerias com essas empresas”, recomenda um conselheiro da Anatel.

A aquisição de outorgas de TV a cabo, pleito da Telemar, vai enfrentar fortes resistências dos operadores de TV por assinatura. Eles não aceitam o argumento da operadora, de que teria direito a comprar licenças de TV a cabo, já que, em licitações anteriores, não houve interessados em adquirir novas outorgas em cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo. “A Lei do Cabo é clara: onde já existem operadoras, as concessionárias estão proibidas de entrar no mercado”, afirma um executivo . Esse segmento questiona também a proposta da Anatel, lançada para consulta pública, de que, em 660 localidades onde não existem operações de TV por assinatura, não haveria limites ao número de empresas. “Mais uma vez, temos que nos guiar pela Lei do Cabo, que exige a abertura de processo licitatório”, ressalta a fonte.

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