Operadoras móveis querem Anatel independente e com dinheiro


 “O dinheiro não tolera desaforo”. É assim que Ércio Zilli,  presidente da Acel, entidade que congrega as operadoras de telefonia celular, resumiu a posição da entidade frente aos problemas de falta de recursos e vacância nos cargos de direção da Anatel. Segundo o executivo, a segurança jurídica e a previsibilidade das regras são essenciais para …

 “O dinheiro não tolera desaforo”. É assim que Ércio Zilli,  presidente da Acel, entidade que congrega as operadoras de telefonia celular, resumiu a posição da entidade frente aos problemas de falta de recursos e vacância nos cargos de direção da Anatel. Segundo o executivo, a segurança jurídica e a previsibilidade das regras são essenciais para estimular os investimentos privados.

“Devem ser respeitados os pressupostos legais que criaram as agências reguladoras com autonomia financeira e independência. Sem orçamento, não é possível formar um quadro técnico e, uma agência fraca tecnicamente, é o pior que pode acontecer”, criticou ele.

Para o presidente da Acel, as fusões e incorporações das empresas são inevitáveis. Ele reconheceu que existe, por parte da Anatel, uma preocupação quanto à redução da competição com as possíveis fusões que se avizinham. Observou, no entanto, que “não adianta pressionar o investidor, se ele não quiser mais ficar com a empresa.”

 Zilli afirmou que o mercado de telefonia móvel está diretamente ligado ao crescimento da economia brasileira, e, no seu entender, será difícil alcançar taxas de crescimentos maiores do que as registradas nos últimos anos. “Acho difícil a economia dar o pulo que precisa dar”, vaticinou.

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