Operadoras móveis poderão usar redes da RNP


A capacidade excedente das redes de fibras ópticas da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), em implementação em todas as capitais e em algumas cidades do interior do país, poderá ser usada pelas operadoras privadas, especialmente pelas móveis, para a oferta de banda larga para comunidades ainda não atendidas. A informação foi dada hoje …

A capacidade excedente das redes de fibras ópticas da RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa), em implementação em todas as capitais e em algumas cidades do interior do país, poderá ser usada pelas operadoras privadas, especialmente pelas móveis, para a oferta de banda larga para comunidades ainda não atendidas. A informação foi dada hoje por José Luiz Ribeiro Filho, coordenador nacional de projetos da RNP, que participou dos debates do 17º Encontro Tele.Síntese, realizado pela Momento Editorial para discutir a ampliação da banda larga e a última milha.

Segundo Ribeiro, a RNP não tem fins comerciais com essas redes, mas de pesquisa, e uma eventual parceria com as operadoras seria baseada na troca de fibra por fibra e da manutenção da rede. “Nosso propósito é tirar o melhor benefício para a comunidade acadêmica”, comentou Ribeiro, destacando que as redes da RNP têm velocidade mínima de 1 Gbps e capacidade de 10 gigas. Em 10 capitais essas redes estão instaladas (em nove foram construídas e em São Paulo a RNP alugou a fibra da Eletropaulo por um contrato de dez anos) e nas demais 17 capitais está em construção, com previsão de conclusão até o início de 2010.

No interior, a RNP está construindo redes nas cidades de Niterói, Petrópolis (ambas no Rio), Campinas e São Carlos (SP) e Ouro Preto (MG). Outras seis cidades estão em definição e a instalação das redes deve ser iniciada até o final do ano.

Ceará

No Ceará, o governo está construindo uma rede para voz e dados, que complementa a rede da RNP na região metropolitana. A idéia no futuro é passar a operação dessa rede para a iniciativa privada. Segundo Fernando Carvalho, presidente da Etice (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Ceará), o governo vai realizar um leilão para que os 200 pontos (com 200 Mbps cada) sejam divididos em quatro lotes e passem a ser operados por quatro empresas diferentes.
Carvalho, que participou do mesmo debate, acredita que podem ter interesse em participar da licitação as operadoras de 3G e LTE, as empresas de energia, operadoras com licença de WiMAX e as espelhinhos. “No Ceará estão pipocando espelhinhos que oferecem serviço de voz e poderiam, com o leilão, passar a ofertar também dados”, comentou.

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