Operadoras fixas e móveis unem-se por menores impostos


Pela primeira vez, os dirigentes das operadoras fixas e móveis que atuam no Brasil (Telefônica, Oi, Embratel, Vivo, Claro, TIM, CTBC) resolveram deixar de lado as suas diferenças concorrenciais para unirem-se em prol de uma única causa: a redução da carga tributária sobre o setor. Segundo o presidente da Telebrasil – entidade que reúne prestadores …

Pela primeira vez, os dirigentes das operadoras fixas e móveis que atuam no Brasil (Telefônica, Oi, Embratel, Vivo, Claro, TIM, CTBC) resolveram deixar de lado as suas diferenças concorrenciais para unirem-se em prol de uma única causa: a redução da carga tributária sobre o setor.

Segundo o presidente da Telebrasil – entidade que reúne prestadores de serviços e fabricantes -, Antônio Carlos Valente, as empresas decidiram contratar consultorias e tributaristas para estudar a carga tributária e formular uma proposta de redução tributária para os governos estaduais e federal. “O ano passado registrou o maior nível de carga tributária desde 2002. As operadoras fixas e móveis arrecadaram R$ 41,1 bilhões em tributos, o que representa 42,7% sobre as receitas das prestadoras”, afirmou.

Valente sabe, no entanto, que os governos estaduais e federal – ainda mais nesta época de crise econômica –  não irão abrir mão de tamanha fonte de recursos, e por isso as empresas querem formular uma proposta mais criativa, na qual haja menor imposto em serviços que ainda não têm uma vasta penetração na sociedade. “A banda larga deve ser esse serviço”, afirmou o executivo. Para ele, mesmo que se decida estabelecer tarifas menores apenas para a banda larga móvel, não haverá perda de arrecadação nos estados, já que, acredita, não haverá migração da banda larga fixa para a móvel, mais barata.

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