Operadoras europeias elogiam mudanças na governança da internet


A Associação Europeia dos Operadores de Redes de Telecomunicações  (ETNO, na sigla em inglês) divulgou nota  em que dá as boas vindas ao anúncio da  de que as funções da Internet Assigned Numbers Authority (IANA) passarão a ser feitas por uma comunidade global multissetorial, meio a processo de intenso debate acerca da governança da internet. “Esse é um passo importante para um modelo de governança verdadeiramente global e multissetorial e está em linha com os pedidos da ETNO de globalização da ICANN”, afirmou em nota.

A ETNO informou que pretende  participar e contribuir para o processo que levará à internacionalização da IANA, mas frisou que há mais a ser feito para melhorar e fortalecer o diálogo multissetorial e internacional em relação aos assuntos relacionados à internet. A associação, porém, não citou quais seriam, de sua perspectiva, tais movimentos.

Formas de avançar para a governança global e multissetorial da internet devem ser apresentadas e debatidas no evento NETMundial, a ser realizado no Brasil, em abril.

UIT e IANA
A União Internacional de Telecomunicações, grupo da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata do tema, também soltou nota elogiando o anúncio do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, em que afirma seu interesse em transferir as funções da IANA para a comunidade global, de forma a torna-la livre de qualquer regulação pelo governo dos Estados Unidos.

Para a UIT, a mudança, que ocorrerá de forma gradual, deve melhorar a cooperação entre as comunidades da internet e as telecomunicações. “Aguardo o desenvolvimento de mecanismos adequados, que assegurarão gerenciamento justo, igualitário e inclusivo dos recursos críticos da internet pra o benefício de todos e e conto com a discussão dessas propostas com todos os atores relevantes durante o durante NETMundial”, afirmou, em nota, o secretário-geral da UIT, Hamadoun Touré.

O executivo cobrou que todos os atores se envolvam na construção e desenvolvimento da transição do modelo sob os princípios de inclusão de de todas as nações – tanto desenvolvidas quanto em desenvolvimento – e stakeholders, e que a conduzam de forma transparente, aberta e construtiva, sob a perspectiva de garantia de ampliação do acesso à rede mundial de computadores.

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1 Comment

  1. JK
    18 de Março de 2014

    Se não fosse as autoridades brasileiras em tomar a iniciativa de propor uma internet mais igualitária, nada disso estaria acontecendo. Parabéns ao Governo Brasileiro.