Operadoras e entidades aplaudem decisão da Anatel


Primeira a divulgar um comunicado comentando a liberação das vendas de novos chips pela Anatel, a Claro informou que, a partir de amanhã (3), volta a comercializar seus serviços nos estados de São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. A empresa diz que “espera retomar rapidamente sua posição nestes mercados” e reafirma que o mercado brasileiro sempre foi prioridade para o grupo América Móvil, por isso, as marcas Claro, Net e Embratel juntas irão investir cerca de R$ 10 bilhões no país entre 2011 e 2012. Para cumprir o plano de ações apresentado a Anatel, a Claro antecipou o investimento de R$ 6,1 bilhões que serão aplicados até o final de 2013 no país, um aumento de 34%.

Também em nota, a Oi informou que considera positivo a decisão da Anatel e reitera “o compromisso com a evolução da qualidade do atendimento dos serviços de telefonia celular no Brasil”. A empresa diz que o investimento de R$ 24 bilhões, previsto para o período de 2012 a 2015, é adequado para atender a demanda planejada de telecomunicações. Informa ainda que, a partir de amanhã, suas lojas e demais pontos de venda, nos cinco estados onde vigorava a suspensão (Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Roraima), vão funcionar normalmente para oferecer todo o portfólio de produtos e serviços.

Por sua vez, a TIM informa que trabalhou conjuntamente com a Anatel para “aprimorar o desenvolvimento técnico que garantirá aos cidadãos níveis cada vez melhores de qualidade e desempenho do serviço de telefonia móvel”. Punida em 18 estados e no DF, a TIM destaca que seu plano prevê a ampliação de 33% da capacidade da rede até o final de 2012 e mais de 70% até 2014 em relação a 2011; bem como redistribuição de investimentos, alocando R$ 451 milhões para os projetos destinados à melhoria da qualidade ainda este ano.

Entidades

A TelComp (Associação Brasileira das Prestadoras de Serviço de Telecomunicações Competitivas) informa que apoia a medida tomada hoje pela Anatel. João Moura, presidente da entidade, diz que “essa posição mostra respeito às regras e são bem positivas para o mercado. É muito importante, pois a agência viu clareza e boa intenção das operadoras em cumprir os planos de melhorias apresentados. Esse processo garante segurança e acreditamos que a Anatel agora fiscalizará sobre o que foi acordado”.

Já o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil) entende que a retomada das vendas de chips de telefone celular e de modems de acesso à banda larga móvel beneficia a população brasileira. “A liberação da venda, porém, não encerra a necessidade de uma mobilização das autoridades nacionais, estaduais e municipais no sentido de criar condições que incentivem a implantação de infraestrutura de telecomunicações e a expansão dos serviços, com qualidade e cobertura adequada de sinais”, ressalta em nota.

No comunicado, o sindicato desta que existem hoje mais de 250 diferentes leis municipais no país que atrasam e dificultam a implantação de infraestrutura, especialmente das antenas de telefonia móvel, comprometendo a prestação dos serviços. E que a 4G exigirá pelo menos o dobro do número de antenas utilizadas hoje pela tecnologia 3G.  (Da redação)

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