Operadoras desligam 135,9 mil linhas fixas em novembro


Foto por Markus Spiske, via Pexels https://www.pexels.com/photo/vintage-retro-telephone-telephones-105003/
Foto por Markus Spiske, via Pexels https://www.pexels.com/photo/vintage-retro-telephone-telephones-105003/

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), houve queda na quantidade de linhas de telefonia fixa em uso no Brasil. O mês terminou com 40.862.847 de linhas ativas, 135.964 a menos que em outubro (-0,33%).

As empresas autorizadas do serviço tinham 17.104.036 linhas fixas em uso, queda de 61.546 linhas (-0,36%), e as concessionárias, 23.758.811 linhas, redução de 74.418 linhas (- 0,31%).

Entre novembro de 2016 e novembro de 2017, houve uma redução de 1.328.488 linhas fixas no país (-3,15%). As empresas autorizadas desligaram 214.013 linhas (-1,24%), enquanto as concessionárias, 1.114.475 linhas (-4,48%).

Competição

Entre as empresas autorizadas, a Claro apresentou aumento da base com a adição de 18.579 linhas fixas (+ 0,17%) em novembro. Já a TIM, desligou 44.775 linhas (-6,23%).

Nos últimos doze meses, a Algar Telecom liderou o crescimento tanto em termos absolutos quanto em termos percentuais, somando 80.352 acesso (32,69%). Em números absolutos, a maior redução no número de terminais em um ano ocorreu na Claro, com o desligamento de 293.399 linhas fixas (-2,62%).

Entre as concessionárias da telefonia fixa, a Vivo apresentou o maior crescimento em novembro comparado à outubro, de 20.998 novas linhas fixas (0,22%). A Oi apresentou a maior redução, menos de 95.681 linhas (-0,71%). Na comparação com novembro do ano passado, a Algar Telecom apresentou o maior crescimento com aumento de 21.960 linhas fixas (3%) e a maior redução novamente foi registrada pela prestadora Oi com menos 831.237 linhas (-5,84%).

Anterior Ericsson terá baixa contábil de US$ 1,8 bi no balanço de 2017
Próximos Google vai lançar cabo submarino ligando Chile à Califórnia

1 Comment

  1. 16 de Janeiro de 2018

    Além do motivo propalado de que o celular substitui com vantagens a linha fixa, há outros motivos subjacentes. Como custo/tarifa da linha fixa é muito maior para a operadora, há muto tempo que essas empresas sucateiam o serviço, deixando de dar a manutenção na rede externa, na qualidade dos equipamentos de comutação e transmissão, resultando num serviço abaixo de péssimo. Como o brasileiro é acomodado prefere cancelar a linha que reclamar pelo serviço de qualidade a que tem direito.
    Os “fixos” que a maioria das operadoras (exceção à NET) oferecem são na verdade linhas com transmissão por rádio, aparelhos especiais comprados pelo assinante, caros e de má qualidade ficando sob sua responsabilidade enviar para reparo ficando sem acesso. Ademais não permitem extensão, gravação, etc.
    Particularmente para empresas a linha fixa é indispensável, além de que a maioria dos serviços 0800 (gratuitos) não aceitam acesso por celular.
    A fórmula é velha, sucateia-se o que não interessa para morrer o serviço de morte morrida, com a benção da excrescência que são as reguladoras, advogadas e patronas daqueles que deveria fiscalizar e autuar.