Operadoras de celular vão repassar localização de usuários ao MCTIC


Foto: Pixabay/Gerd Altmann

As operadoras de telefonia móvel, atuando em parceria, vão oferecer ao MCTIC uma solução única de dados para monitorar mobilidade populacional, deslocamentos, pontos de aglomeração e identificar situações de concentração de pessoas e risco de contaminação pelo novo coronavírus.  A informação é do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móveis Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

As empresas  Algar Telecom, Claro, Oi, Tim e Vivo  vão fornecer os dados de mobilidade originados pelos celulares nas redes móveis ao MCTIC, que possui uma sala de acompanhamento do tema e poderá disponibilizar as informações a todas as esferas do poder público.

“Os dados fornecidos visam exclusivamente o combate ao covid-19”, afirma a entidade. “Nessa solução, os dados estarão em nuvem pública (Data Lake) e organizados de forma agregada, estatísticos e anônima, de acordo com as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Marco Civil da Internet”, acrescenta.

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Ao Tele.Síntese, o presidente do SindiTelebrasil, Marcos Ferrari, afirmou: “Não há nenhuma ameaça à Lei de Proteção de Dados Pessoais, porque não estamos falando de dados pessoais dos usuários dos celulares”. Disse ainda que “não há o que se falar de dado pessoal, muito menos de monitoramento de celular”, apontando que o serviço oferecido ao governo envolve dados aglomerados estatísticos que são registrados pelas antenas das ERBs (Estação Rádio Base do Serviço Móvel Pessoal  — SMP).

Quando a gente se locomove a gente se concentra. E quando a gente se desloca, a gente vai se conectando a diferentes antenas. Isso ocorre de maneira dinâmica. A beleza da ferramenta é que, pela primeira vez, nós estamos fazendo de maneira conjunta com todas as operadoras de maneira única e unificada. Estão oferecendo esses dados para que o governo possa fazer o controle eficiente da disseminação da pandemia”, declarou.

Aplicativos

Ainda de acordo o SindiTelebrasil,  as operadoras desenvolverão aplicativos e casos de uso para auxiliar os órgãos públicos no mapeamento da evolução da pandemia. “A iniciativa poderá evoluir também para convidar outras empresas, universidades e startups para participar, agregando mais dados anonimizados e estatísticos ao Data Lake, ou até para o desenvolvimento de outros aplicativos e casos de uso”, consta no documento.

“As empresas de telecomunicações reiteram que a cooperação de todos os atores públicos e privados e o uso da tecnologia são fatores fundamentais para enfrentar a pandemia, para ajudar as pessoas a atravessarem este período difícil da melhor forma e seguramente para superar o desafio contra o coronavírus”, conclui o SindiTelebrasil.

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