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A partir de março, uma nova agenda estará no foco da EAD ( criada pelas operadoras de celular para conduzir o processo de transição da TV digital). A empresa começará a entrar em contato com a população das cidades que irá receber a tecnologia de quarta geração do celular (a LTE), mas que não precisará desligar a sua TV analógica para o ingresso da rede móvel.

Segundo o presidente da empresa, Antonio Carlos Martelleto, há uma lista de mil e cem municípios brasileiros onde as operadoras de celular querem ocupar a faixa de 700 MHz com a banda larga móvel.

Nessas cidades não haverá a necessidade de desligamento da TV analógica, porque tem espectro sobrando. Mas EAD terá que fazer campanhas explicativas, porque pode haver algum risco de interferência, e as pessoas precisarão ser orientadas  como agir.

Nessas cidades, a empresa irá se apresentar com outra marca: a “TV Perfeita”, para que  os telespectadores aprendam a usar os canais de TV que poderão ser remanejados para a mitigação enquanto a rede de celular é instalada.

A marca “Seja Digital” só será usada nos municípios onde o desligamento dos canais de TV analógica é obrigatório se se quiser levar a quarta geração do celular nesse espectro

As operadoras de celular estão com mais pressa em ocupar a frequência de 700 MHz não apenas porque já pagaram por ela, mas também porque os investimentos são bem menores do que o que é necessário hoje para ocupar a faixa de 2,5 GHz , também destinada para essa tecnologia.

TV Perfeita

Em Brasília, onde a implantação da TV digital foi concluída no ano passado, a EAD está realizando agora a última pesquisa de opinião, já se apresentando como “TV Perfeita”. Nessa pesquisa, pretende apurar o percentual de telespectadores que ficaram sem assistir à TV.

Conversor

Para as cidades onde está previsto o desligamento – este ano, além de SP estão no cronograma o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, entre outras metrópolis- a EAD já encomendou 5 milhões de conversores, que deverão chegar ao Brasil até abril. Segundo Marteletto, esses equipamentos deverão ser suficientes para a distribuição aos cadastrados do Bolsa Família até setembro, nas cidades contempladas.

Com a  nova configuração do aparelho, cada equipamento está saindo ao preço FOB (ainda sem os impostos nacionais) de US$ 15, valor intermediário entre Ginga Full, que foi definido pelo ex-ministro Ricado Berzoini, e o Zapper, no preço de US$ 10 (FOB), como queriam os operadores e os radiodifusores.

Marteletto voltou a criticar a opção pelo Ginga (o middleware nacional que vem embutido nessas caixinhas) porque, segundo ele, não há ninguém transmitindo conteúdos com interatividade, a razão de ser do software.