Embora sem divulgar projeções exatas do impacto positivo que a desoneração das small cells, publicada hoje no diário oficial da União, as grandes operadoras de telefonia móvel são unânimes em afirmar que a medida vai ampliar a cobertura em áreas de alta densidade populacional ou em ambientes fechados. Algumas aguardavam a desoneração para de fato considerar a tecnologia viável.

A Claro, por exemplo, acredita no maior potencial para cobertura indoor e “microrregiões de alto tráfego”. A companhia deve instalar suas pequenas células em locais estratégicos, com grande circulação de pessoas. A operadora possui um plano de expansão para a tecnologia que prevê adoção de femto, pico e microcélulas. “A empresa acredita que a desoneração deverá impulsionar o uso das small cells, à medida que possibilitará a implementação de mais elementos com o mesmo valor de investimento”, destaca.

A Oi deve decidir pela ampliação da rede com small cells. Esta ampliação já vinha sendo estudada e considerada uma das “estratégias de expansão da rede de telefonia móvel da companhia”. O modelo de adoção deve ser o mesmo testado até agora, em ambientes internos e externos, sempre com o objetivo de ampliar a capacidade de uma rede móvel pré-existente.

A TIM entende que a desoneração será muito importante para a expansão da rede em 2015, especialmente para o investimento nas hetnets. “Será possível ampliar a estratégia de redes heterogêneas, aprimorando a cobertura e aumentando ainda mais  a qualidade do serviço prestado aos clientes”, afirma. De acordo com a empresa, o investimento será feito para ampliar  capilaridade da rede.

A Telefônica Vivo promete ser uma das que vão realizar maiores investimentos – embora não diga quanto. “A desoneração deve contribuir para massificação das small cells, o que deve ocorrer de forma crescente em 2015 e nos próximos anos”, diz. O objetivo será melhorar a performance dos serviços de dados móveis. “A quantidade de antenas a serem instaladas depende principalmente da viabilização do uso de mobiliário urbano (postes, paradas de ônibus etc), inicialmente em Capitais de Estado e cidades com maior concentração de tráfego”, conclui.