Operadoras buscam alternativas para evitar desligamentos, afirma Anatel


As operadoras estão buscando alternativas para evitar aumento da inadimplência por causa da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, avalia o superintendente de Competição da Anatel, Abraão Balbino e Silva. Para ele, ainda é cedo medir com dados precisos os efeitos no setor de telecomunicações, mas aponta que queda de arrecadação não necessariamente significará perda de consumidores.

“As empresas tomaram medidas justamente para evitar o desligamento ou um problema significativo. Parcelam suas dívidas em seis, dez vezes. Não promovem desligamentos por atrasos no pagamento de faturas”. Disse que as prestadoras estão adotando essas medidas inclusive por conta do pacto que a Anatel firmou com o setor logo no início, inclusive com o adiamento no pagamento de tributos.

Serviços essenciais

O superintendente também analisa que os consumidores estão mais inclinados a firmar acordos de negociação em razão de que as telecomunicações se tornaram serviços essenciais nesta crise sanitária e econômica. Disse que quem pode, está pedindo aumento da qualidade dos serviços até para fazer home office ou atender demandas pessoais.

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“Esse impacto é muito variável entre as empresas. Você tem PPPs que estão com 24, 30, 40% de queda de arrecadação. Mas as empresas estão buscando renegociar, e isso vai acontecer”, ponderou, lembrando que, apesar de parecer longa, a pandemia atravessou apenas dois meses de ciclo de pagamento.

Os dados financeiros das empresas sobre arrecadação são apresentados a cada três meses. O último dado é de março antes do começo da explosão da pandemia. “Nós estamos informalmente discutindo com as empresas se abril foi muito diferente e se maio será muito diferente, lembrando que começamos junho hoje e não temos dados de maio”, pontuou. 

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