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O mercado da internet (IoT) das coisas desponta como filão do setor de telecomunicações, capaz de movimentar US$ 200 bilhões apenas no Brasil até 2025. Mas não são apenas as grandes operadoras que se preparam para faturar em cima do segmento. Há também pequenos que já buscam seu filão em um mercado ainda nascente, embora muito promissor.

Uma nova operadora foi criada em São Paulo, no último mês, com o objetivo principal de atender a condomínios que precisem de soluções de IoT, é um desses pequenos. A Completa vai operar no extremo Norte da grande São Paulo e em cidades a uma distância de até 150 km da capital paulista.

O modelo de negócios consiste em vender serviços de IoT de segurança, porteiro digital, câmeras controladas pela internet com filmagem armazenada em nuvem, monitoramento de alarmes, controle perimetral, entre outros serviços para condomínios. Para atingir o objetivo, chega com rede de fibra óptica (FTTH) ao local.

“Identificamos áreas com uma carência muito grande por infraestrutura na região. Depois de oferecer os serviços de internet das coisas ao condomínio vamos explorar a oferta para cada condômino de serviços de telefonia fixa, TV paga e banda larga”, conta Carlos Rangel. Ele fundou a operadora com Marcelo Fioravante e Júlio Ferreira.

Planejamento

Rangel conta que a Completa demorou 1 ano e oito meses para sair do papel. A empresa tem outorga de SCM e acordos com outras operadoras para fornecimento de numeração fixa e TV por assinatura. Além da venda e prestação de serviços especializados aos condomínios, também prevê uma fonte de receita com licenciamento da marca, através de um sistema de filiação ou de franquia.

A ideia, explica Rangel, é que provedores de outras regiões do estado possam revender os serviços da Completa, pagando uma taxa de licenciamento. A operadora fornece, então, além dos produtos comercializados, assistência, central de atendimento, compartilha acesso a data centers e outras infraestruturas necessárias para o funcionamento de um ISP.

Os sócios investiram o próprio dinheiro no negócio, que é um spin off da VCN, uma integradora que constrói infraestrutura de rede para empresas. A VCN fatura cerca de R$ 9,5 milhões ao ano, atualmente. “Com a crise, muitas empresas preferiram sucatear a infraestrutura do que investir. A Completa foi criada em virtude da queda dos investimento no país e dos negócios da VCN”, completa.

Ainda nova, a operadora tem poucos clientes nas cidades de Embu das Artes, Cotia, Osasco e Atibaia. São 500 clientes em fase de ativação, a maioria residencial, embora também sejam prestados serviços para empresas. Mas a expectativa é alta – tanto quanto a quantidade de regiões que ainda carecem de uma boa infraestrutura de telecomunicações no país. Até outubro de 2018, a meta é atingir os 10 mil assinantes na carteira.