Operação da Oi segue intocada, diz executivo da empresa


O diretor de varejo da Oi, Bernardo Winik, falou hoje, 29, que a operação da concessionária segue inalterada e colhendo os resultados positivos da reestruturação organizacional realizada nos últimos dois anos. Segundo ele, o pedido de recuperação judicial vem sendo tocado por uma equipe própria, dedicada a negociar com credores, e que em nada interfere no dia a dia da companhia – uma vez que a quase totalidade da dívida é financeira.

Prova disso seria o aumento do Capex. A empresa, diz, Winik, vai investir mais em 2016, e a recuperação não mexeu nos valores de investimentos planejados para o ano. “No primeiro trimestre do ano, o Capex foi de R$ 1,2 bilhão, 23% mais que no começo de 2015. Meu orçamento não mudou”, ressaltou. Ele participou do congresso ABTA 2016, que acontece em São Paulo até sexta-feira, 01.

Winik diz, ainda, que as notícias recentes em torno da saúde financeira da companhia não afetaram a demanda do consumidor. “Não percebemos nada, em volume de atendimentos, queda nas vendas ou recargas”, disse. Pelo contrário, ele frisou que a operadora foi a única a apresentar crescimento líquida da base de assinantes de TV no primeiro quadrimestre do ano.

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Planos convergentes
A operadora faz questão de destacar resultados operacionais positivos neste ano, conquistados às custas das mudanças de executivos e corte de custos em 2014 e 2015. Os planos triple e quad-play, batizados de Oi Total e lançados há pouco mais de três meses, por exemplo, já foram contratados por 320 mil clientes.

A meta é continuar a expansão acelerada no ano, alcançando base de 1 milhão de assinantes. Para chegar lá, a operadora já atualizou a oferta. A partir de 13 de julho, os planos Oit Total Residencial e Solução Completa têm novas velocidades nas modalidades intermediário e top, de 15 Mbps. Também passam a contar com um ponto adicional de TV paga, sem mudança no preço.

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