OPA à PT é questionada pela concorrência


A Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonae pela Portugal Telecom chega a um momento crucial. Nesse instante, a proposta é analisada pela Autoridade Nacional de Concorrência (AdC), que pediu opiniões a outras empresas do mercado. Na semana passada, a Vodafone, segunda maior operadora móvel do país, sinalizou ser contrária à fusão. Hoje foi a …

A Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Sonae pela Portugal Telecom chega a um momento crucial. Nesse instante, a proposta é analisada pela Autoridade Nacional de Concorrência (AdC), que pediu opiniões a outras empresas do mercado. Na semana passada, a Vodafone, segunda maior operadora móvel do país, sinalizou ser contrária à fusão. Hoje foi a vez de outra celular, a Radiomóvel (CDMA), se posicionar. “A fusão pode vir a agravar práticas anti-concorrenciais”, criticou a empresa.

No plano de estratégia que a Sonae divulgou que executaria, caso a compra seja efetuada, destacou-se a possibilidade de unificação de operações entre a TMN (pertencente à PT), líder no mercado português, com a Optimus (do grupo Sonaecom), terceira colocada. A empresa alegou, à época, que a fusão seria interessante também para o consumidor, com conseqüente queda de preços, devido a redução de custos . Os concorrentes, é claro, discordam.

Em 6 de fevereiro, a Sonaecom lançou uma oferta de 11,1 bilhões de euros (US$ 13,4 bilhões) pela PT, que foi considerada “hostil” e rejeitada pelo conselho de administração da empresa. A fusão da Optimus com a TMN criaria uma empresa com 65% do mercado móvel local.

Contribuintes
No congresso português também houve protesto contra a OPA.  Deputados de esquerda reclamaram que os contribuintes vão pagar 25% do que Belmiro de Azevedo (dono da Sonae) vai ter a 100%.  Segundo notícia do Diário Económico, de Lisboa, a compra da Portugal Telecom pela Sonae pode resultar num prejuízo fiscal para o Estado na ordem dos 3 bilhões de euros nos próximos 12 anos.

O Diário cita notícias divulgadas recentemente na imprensa. De acordo com elas,  o prejuízo ocorreria porque os encargos financeiros resultantes da dívida contraída pela operação serão tão elevados, que o novo grupo PT/Sonae terá resultados negativos durante vários anos e, consequentemente, não pagará Imposto Sobre o rendimento das Pessoas Coletivas (IRC). Se não existisse OPA, a Portugal Telecom pagaria em 2007 cerca de 250 milhões de euros de IRC.

A acusação gerou réplica por parte do primeiro-ministro José Sócrates. Segundo a Agência Lusa, ele disse que o Governo defenderá o interesse público na OPA, contudo, frisou que agora é o momento "do mercado funcionar".

"O Estado vai falar no momento adequado. É preciso deixar o mercado funcionar. Mas, quando falar, defenderá o interesse público. Já anunciamos que queremos manter a ‘golden-share’, pois essa é uma questão de interesse público", afirmou José Sócrates. (Da Redação com noticiário português)

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