Campanha contra fim das metas de qualidade lidera lista de assuntos mais comentados do Twitter


O tuitaço convocado por órgãos de defesa do consumidor contra o pleito da Oi, que pediu a anulação de metas de qualidade, ficou na lista de assuntos mais comentados no twiter no dia de hoje.

 

A Oi divulgou nota nesta segunda-feira (30) se defendendo das críticas de internautas. O “tuitaço” foi convocado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) para pressionar a operadora a retirar o pedido, contando com a participação de entidades como Campanha Banda Larga é um Direito Seu!, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e o coletivo Intervozes, e chegou a ficar em primeiro lugar na lista de assuntos mais comentados da rede social Twitter durante a tarde, sob a hashtag #OiContraQualidade.

 

Após receber o pedido da Oi pela anulação das metas de qualidade, a Anatel abriu consulta pública para permitir que a sociedade se manifeste contra ou a favor do pedido da empresa, que ficará aberta até esta quinta-feira (1º). As metas, inclusas no regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia e do Serviço Móvel Pessoal, preveem que partir de 2012, as empresas com mais de 50 mil assinantes deverão garantir a média de 60% da velocidade contratada, subindo para 70% no segundo ano e 80% a partir do terceiro. O Idec, além de lançar a campanha, enviará a sua contribuição à consulta, que incluirá as mensagens enviadas pelos internautas no protesto de hoje.

 

Oi se defende

Em comunicado, a operadora reforçou sua defesa dos mecanismos de medição de qualidade na banda larga, mas reafirmou suas ressalvas com relação ao estabelecimento de metas pelo órgão do governo. “Não é prática internacional o estabelecimento de metas de uma rede que utiliza premissas estatísticas para o dimensionamento das ofertas de banda larga, uma vez que o próprio uso estatístico é dinâmico e evolutivo, pois depende da carga dos conteúdos de texto, áudio ou vídeo”, diz. A Oi também criou um hotsite informativo, http://www.oiinforma.com.br/, com links para estudos técnicos que comprovam que o desempenho da conexão não depende apenas das operadoras. (Da redação)

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