Oi vê 2017 difícil em B2B, mas aposta no crescimento em TI


Operadora vai comercializar planos corporativos em todas as suas lojas físicas até o final do ano, lançar soluções para monitorar os terminais dos clientes e de big data.

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Cátia Tokoro, diretora de B2B da Oi

Os executivos do segmento B2B da Oi começaram o ano arregaçando as mangas. Toda a diretoria está cruzando o país em um roadshow para traçar aos funcionários os planos de 2017 e tentar reverter a perda de receita de 7,6% vista até o terceiro trimestre de 2016. A percepção é que a recessão econômica levou empresas de diferentes setores e portes, do bancário ao varejo, a fechar unidades, reduzindo a base de clientes e impactando o faturamento da operadora com pessoas jurídicas.

Para 2017 a economia do país deve continuar claudicante, preveem, o que vai exigir medidas mais ousadas e motivação da equipe como um todo. A primeira iniciativa é vender pacotes B2B nas lojas da Oi. Até o final do ano passado, o atendimento nas unidades era feito exclusivamente a pessoas físicas, com exceção de um piloto com cinco lojas no Rio de Janeiro. Hoje, 176 já comercializam pacotes para empresas de pequeno e médio porte, inclusive em São Paulo. Até o final do ano, as mais de 600 lojas da operadora terão vendedores capacitados para atender empresas.

Outra medida para reduzir o impacto da crise econômica sobre os ganhos é investir na área que mais cresce: o de TI. Até o terceiro trimestre de 2016 a Oi registrou crescimento de 22,5% na receita com serviços de TI para empresas, enquanto a divisão B2B como um todo encolheu, obtendo receita de R$ 7 bilhões nos nove meses do ano. Cátia Tokoro, a diretora de B2B da operadora, espera que o segmento de TI continue a crescer na casa dos 20% neste ano, passando a representar cerca de 15% do faturamento com B2B, ou seja, em torno de R$ 1 bilhão nos primeiros nove meses do ano. Os dados oficiais de 2016 ainda não foram revelados pela companhia, que só os divulgará ao mercado em fevereiro.

O investimento prevê melhorar o serviço prestado às grandes empresas com inclusão de um novo profissional. São cerca de 5 mil conglomerados atendidos pela operadora, que têm contato com uma equipe dedicada da Oi, localizada na cidade onde fica a sede do cliente. Essas equipes passam a ter um novo profissional, o Business Development Manager (BDM), dedicado a vender ou garantir a qualidade das soluções de TI.

A operadora também pretende concluir uma reformulação de portfólio que garanta uma cobertura dos serviços de TI a todas as áreas de interesse do setor corporativo. Em 2016, o setor B2B simplificou as ofertas e renovou seu centro de operações de segurança em São Paulo, o que garante a entrega de produtos de segurança.

Este ano, começou lançando um produto em parceria com a Cisco, batizado de Cloud Security, que amplia a segurança para a nuvem, indo além das redes dos clientes. “Com isso, temos soluções de rede e de nuvem. Em breve, teremos uma para proteger o endpoint, o terminal”, diz Luiz Carlos Faray, diretor de TI da divisão B2B da operadora. A Oi também deve abrir uma nova frente de receita em 2017, passando a oferecer soluções em big data. Mas os detalhes ainda estão sendo fechados.

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6 Comments

  1. 12 de Janeiro de 2017

    A Oi nao esta morta!!!

  2. Danilo
    13 de Janeiro de 2017

    A Oi está doente em quase fase terminal mas si tomar um remédio a tempo pode matar esse vírus que está matando muita empresa chamado por mim de picaretagem não transparência quem é correto é transparente sou Seu cliente agora mas sou transparente em dizer porque está sendo vantagem financeira só que precisa fazer as coisas certas por ex: você usa 1:01 segundo paga 2:00 isso é desonesto perde o cliente perde a operadora a Tim e vivo não tem esse Problema. porque as pessoas o brasileiro não pensa!!!! Outro coisa si sou dono duma empresa desse porte não pode estar envolvida com política esse miserável filho do lula dizem que é um dos donos isso queima imagem dá empresa!

    • 13 de Janeiro de 2017

      Prezado leitor,
      Não tem qualquer base legal o boato de que qualquer integrante de família de ex-presidente seja “dono” da operadora. Conforme os documentos públicos na Comissão de Valores Mobiliários, os “donos” da Oi são empresas como a Pharol (empresa de Portugal), o fundo francês Societé Mondiale e milhares de acionistas minoritários, inclusive quem tem um antigo telefone fixo e não vendeu suas ações.

      • Gabriel
        13 de Janeiro de 2017

        É um equívoco dizer que o filho do Lula é dono da Oi, mas é certo o envolvimento dessa operadora em esquemas de corrupção com ele (através da Gamecorp) e o ex-presidente, futuro presidiário.

        Só para garantir que a imagem de corrupta da Oi não seja abalada pelo comentário correto da redação do TeleSíntese, hehehehe…

  3. Gabriel
    13 de Janeiro de 2017

    Essa droga de operadora nunca quis vender link dedicado ou trânsito IP (que eles chamam de IP Connect) aos maiores clientes, que são provedores locais e regionais. O mesmo para transporte. Então é lógico que não vão ter bons resultados em B2B, nem nunca vão ter com essa política.

  4. Gabriel
    13 de Janeiro de 2017

    Basta a Oi se abrir a comercializar capacidade de trânsito IP e transporte Ethernet para provedores locais e regionais, que ela se recupera em um instante, devido à alta demanda existente e a capilaridade de seu backbone.